Vacinação contra a raiva é adiada por conta da Covid-19 em São Paulo

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, técnicos de saúde estaduais e municipais optaram por manter apenas a imunização de rotina

Comentar
Compartilhar
05 AGO 2020Por Folhapress18h09
Decisão sobre a vacinação de cães e gatos foi tomada em conjunto com as administrações municipaisFoto: Agência Brasil

A campanha de vacinação contra a raiva no estado de São Paulo foi adiada por conta da pandemia do novo coronavírus. A Secretaria de Estado da Saúde, gestão João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (5) que a decisão sobre a vacinação de cães e gatos foi tomada em conjunto com as administrações municipais.

Segundo a pasta, para evitar possíveis aglomerações durante uma campanha, técnicos de saúde estaduais e municipais optaram por manter apenas a imunização de rotina, disponível nos serviços de saúde das cidades ou estabelecimentos médico-veterinários privados, sendo responsabilidade do tutor ou proprietário zelar pela saúde do animal de estimação.

Tradicionalmente, a ação ocorria entre os meses de agosto e setembro. A campanha não tem data definida e poderá ser reprogramada dependendo da evolução do cenário epidemiológico do novo coronavírus em São Paulo.

"Em SP, as ações de vigilância, prevenção e controle da raiva são constantes, e há mais de duas décadas foi eliminada a circulação da variante canina", explica a diretora do Instituto Pasteur, Luciana Hardt. Desde 1997, o estado não registra casos de raiva em humanos provocadas pela variante canina, e desde 1998 não há casos caninos e felinos.

Casos esporádicos podem ocorrer pela variante de morcego, sendo o último registro ocorrido em 2018, após contato direto da vítima com morcego infectado.

"Por isso, é fundamental que esses animais não sejam manipulados caso sejam encontrados nas residências, quintais e áreas com vegetação. O cidadão que encontrar um morcego caído, por exemplo, deve acionar os profissionais de saúde do município, para que recolham e encaminhem devidamente para diagnóstico laboratorial", complementa Hardt.

A prevenção da raiva ocorre por meio do controle da doença nos animais domésticos e da profilaxia no ser humano. Assim, as pessoas ou cães e gatos que tiverem contato acidental com morcegos devem ser prontamente encaminhadas para tratamento profilático.

Também é imprescindível procurar um serviço de saúde se a pessoa for arranhada ou mordida por um animal mamífero desconhecido. Não há cura para a raiva e é uma doença quase sempre fatal, que pode provocar paralisia, debilidade e outros quadros motores.