SP suspende início da vacinação dos adolescentes até regularização do recebimento das doses

Vacinação contra Covid-19 para adolescentes com comorbidade, com deficiência, gestantes e puérperas estava prevista para o dia 18 de agosto

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05 AGO 2021Por Gazeta de S. Paulo14h22
O plano estadual de imunização definiu o início da vacinação dos adolescentes com comorbidade pro dia 18 de agostoO plano estadual de imunização definiu o início da vacinação dos adolescentes com comorbidade pro dia 18 de agostoFoto: Thiago Neme/Gazeta de São Paulo

Na tarde desta quinta-feira (5) o governo de São Paulo anunciou que a data do início da vacinação para adolescentes no estado fica "em aberto" até que o repasse das doses da vacina contra Covid-19 pelo Ministério da Saúde seja regularizado.

"O início de vacinação dos adolescentes do estado de são Paulo está neste momento com a sua data de início em aberto. Isto se deu por conta da redução do envio proporcional de vacinas da Pfizer para o estado de são Paulo. E mais, caso este fato se repita, a vacinação do grupo de adolescentes do estado de São Paulo estará definitivamente prejudicada no que se refere à sua data até aqui programada", disse o secretário executivo da Saúde, Eduardo Ribeiro.

O plano estadual de imunização definiu o início da vacinação dos adolescentes com comorbidade, com deficiência, gestantes e puérperas pro dia 18 de agosto. Até o momento, apenas esta vacina está liberada para uso em pessoas de 12 a 17 anos no Brasil.

JUSTIÇA

O governador João Doria (PSDB) disse que vai entrar na Justiça contra o Ministério da Saúde em razão da redução na entrega das doses da Pfizer no último lote, que chegou ao Estado na terça-feira (3).

Doria, contudo, ainda não explicou que tipo de medida pretende tomar. Em ofício encaminhado ao Ministério da Saúde, o governo de São Paulo e a Secretaria de Saúde de SP acusaram a pasta de enviar 50% a menos de doses da Pfizer. O estado recebeu 228 mil doses do imunizante nesta semana, quando esperava que chegassem 456 mil.

João Doria afirmou em entrevista coletiva na quarta (4) que a decisão do governo federal é "arbitrária" e "afronta o pacto federativo". Afirmou também que o governo de Jair Bolsonaro já fez "maldades demais" com o Brasil e que agora faria uma "maldade adicional" contra São Paulo.