Professora e merendeira são presas por suspeita de furtar merenda de escola

Uma denúncia anônima feita à Polícia Militar indicou que as duas funcionárias haviam colocado produtos alimentícios em um carro estacionado dentro da Escola Estadual Professor Laerte Panighel.

Comentar
Compartilhar
15 NOV 2019Por Folhapress19h37
*Foto meramente ilustrativa que não representa os funcionários e nem a escola citada na reportagem.Foto: Arquivo/Agência Brasil

Uma professora, de 35 anos, e uma merendeira, de 50, de uma escola estadual da região de Cangaíba (zona leste da capital paulista), foram presas, por volta das 10h de quinta-feira (14), acusadas de furtar itens da merenda destinada a alunos.

Uma denúncia anônima feita à Polícia Militar indicou que as duas funcionárias haviam colocado produtos alimentícios em um carro estacionado dentro da Escola Estadual Professor Laerte Panighel. No local, policiais conversaram primeiramente com a merendeira, que estava com a chave de um Kia Soul, pertencente à professora, que chegou logo em seguida. 

No veículo, policiais militares encontraram produtos alimentícios no porta-malas e no banco traseiro. A professora alegou, segundo boletim de ocorrência, que os produtos "estavam sobrando", e que havia autorização da diretoria do colégio para doação dos itens a uma comunidade carente. A merendeira afirmou que a direção da escola confirmaria a versão da docente aos policiais.   

Porém, no 24º DP (Ponte Rasa), a diretora afirmou "jamais ter autorizado" a retirada dos alimentos do unidade de ensino. Por conta disso, a Polícia Civil deu voz de prisão à professora e à merendeira. Ambas foram indicadas por peculato (abuso de confiança pública). Foram recuperados e devolvidos para a escola sacos de arroz, macarrão, açúcar, leite em pó e ovos. A professora e merendeira seriam submetidas a uma audiência de custódia, nesta sexta-feira (15). O resultado das audiências não haviam sido divulgados pelo Tribunal de Justiça até a publicação desta reportagem. 

A Secretaria Estadual de Educação, gestão João Doria (PSDB), classificou o caso como "inadmissível", acrescentando já ter pedido o afastamento imediato da merendeira, que presta serviço por meio de uma empresa terceirizada. 

Com relação à professora, a DE (Diretoria Regional de Ensino Leste) abriu um processo para apurar preliminarmente o caso. "A mesma será afastada da escola no período de apuração", diz.

A nota afirma que a DE "está à disposição" dos pais, ou responsáveis pelos alunos, para quaisquer esclarecimentos, reforçando que "todas medidas cabíveis serão adotadas."