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Prefeitura de São Paulo decide adiar os desfiles de carnaval em 2021; veja datas

Integrantes das escolas de samba da Capital paulista participaram da entrevista coletiva desta sexta-feira (24)

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24 JUL 2020Por LG Rodrigues13h06
Covas afirma que o carnaval em 2020 gerou renda de mais de R$ 2 bilhões para a cidadeFoto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas

A Prefeitura de São Paulo decidiu adiar, em caráter oficial, os desfiles das escolas de samba e dos tradicionais blocos de rua para o ano de 2021. Tradicionalmente realizado em fevereiro ou março, a maior festa cultural brasileira ainda não possui data certa para ocorrer, mas deverá ser realizada a partir de maio do ano que vem.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (24) pelo prefeito Bruno Covas e que contou com a presença de autoridades sanitárias além do governador João Doria. Apesar de ainda não existir uma data certa para que as festividades ocorram, o prefeito afirma que a possibilidade mais real é de que o carnaval seja realizado a partir de maio, mas não durante o mês de junho, devido às festividades de São João, no nordeste do País.

Integrantes de todas as escolas de samba da cidade acompanharam o anúncio, além de representantes da Liga das Escolas de Samba de São Paulo. No último dia 15, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que eventos como Réveilllon e Carnaval só poderiam acontecer após a criação da vacina contra a Covid-19.

"É a maior tragédia da história desse País em qualquer tempo. Não há nada a celebrar, não há nada a comemorar. E muita atenção àqueles que diante de um quadro como esse ainda querem fazer atividades festividades de Ano Novo ou de Carnaval. Nós não temos que celebrar nem Ano Novo, nem Carnaval diante de uma pandemia. Apenas com a vacina pronta e aplicada, e a imunização feita, é que podemos ter celebrações que fazem parte do calendário do País, mas neste momento, não", disse Doria.

Covas afirma que o carnaval em 2020 gerou renda de mais de R$ 2 bilhões para a cidade, mas afirma que a celebração se tornou secundária frente ao número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, além dos mais de 80 mil óbitos em todo o País.