Paulo Skaf defende a estadualização do Porto de Santos

Em visita à Baixada, candidato ao governo também apresentou proposta para a travessia entre Santos e Guarujá

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03 SET 2018Por Da Reportagem22h24
O candidato tratou ainda da geração de empregos na Baixada Santista.O candidato tratou ainda da geração de empregos na Baixada Santista.Foto: Divulgação

Paulo Skaf, candidato ao governo paulista pelo MDB, visitou Santos, nesta segunda-feira (03/09). Acompanhado por jornalistas, ele navegou por um pequeno trecho do litoral. Na ocasião, defendeu a estadualização do porto da cidade. Para o candidato, a medida traria maior agilidade administrativa e aumentaria a eficácia das decisões de investimento e na execução de serviços do complexo portuário, o maior da América Latina. “Hoje, a administração do porto é feita pela Secretaria dos Portos, um órgão federal”, disse. “Isso tira a autonomia da gestão. Para fazer qualquer movimento, é preciso autorização de Brasília.” Skaf ressaltou que vai alterar essa situação. “O governador de São Paulo tem de ter força suficiente para negociar o que interessa ao estado com o governo federal”, afirmou. “Isso eu farei no início do meu mandato, caso eleito.”

 Paulo Skaf também abordou o problema da chamada travessia seca entre Santos e Guarujá. Para o candidato, a questão precisa ser abordada de duas maneiras. Sob o ponto de vista do aprimoramento da logística na região, é necessária a construção de uma ponte interligando as duas cidades para o escoamento de cargas. Ela teria início na Via Anchieta e desembocaria na Rodovia Cônego Domenico Rangoni (antiga Piaçaguera-Guarujá). O tema da mobilidade urbana, por sua vez, teria de ser abordado de maneira diferente. Para isso, seria construído um túnel com cerca de 500 metros, ligando Santos ao Guarujá, com acesso para pedestres, bicicletas, veículos de passeio e uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

 O candidato tratou ainda da geração de empregos na Baixada Santista. Entre outros pontos, ele disse que é preciso revitalizar a área industrial de Cubatão, que deixou de ser um polo petroquímico. Para isso, é necessário atrair empresas de diversos setores industriais. “Cubatão tem energia, água, vapor, mão de obra formada, um terminal da Cosipa”, frisou Skaf. “Vamos fazer com que essa área renasça.”