No Dia da Independência, Doria vistoria obras do Museu do Ipiranga

Com 10 meses de trabalho, 25% do restauro do edifício foi concluído; inauguração está prevista para setembro de 2022

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07 SET 2020Por Da Reportagem12h32
O Governador João Doria visitou nesta segunda-feira (7) as obras de restauro do Museu do IpirangaFoto: DIVULGAÇÃO/GOVERNO DE SÃO PAULO

O Governador João Doria visitou nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, o Museu do Ipiranga para vistoria às obras de restauro que tiveram início em outubro de 2019. Mesmo com a pandemia, os trabalhos não foram interrompidos e 25% do restauro foi concluído até o momento, com marcos significativos, como a conclusão da restauração da famosa tela "Independência ou Morte", de Pedro Américo. 

"Um orgulho para São Paulo, um orgulho para o Brasil, termos o seu principal e maior museu inteiramente recuperado para as celebrações dos 200 anos da nossa independência", afirmou Doria. 

No atual estágio das obras, o telhado está passando por reparos para instalação de uma nova área de exposições. Com a reforma, o Museu ganhará 6.800 m2 de área, o que possibilitará receber exposições temporárias, inclusive internacionais, pois seguirá rigorosos parâmetros de climatização.   

As obras no telhado consistem na retirada de todo o seu material original – madeira e cobre. Após serem restauradas em oficinas que funcionam no local, essas mesmas estruturas serão reinstaladas, preservando a memória do edifício. Em cima desse novo telhado também será construído um mirante. 

Patrimônio histórico 

Fechado para reforma desde 2013, o Museu do Ipiranga da USP seguiu em atividade com eventos, cursos, palestras e oficinas em diversos espaços da cidade. As obras de restauro, ampliação e modernização do Museu são financiadas via Lei de Incentivo à Cultura. A gestão do Projeto Novo Museu do Ipiranga é feita de forma compartilhada pelo Comitê Gestor Museu do Ipiranga 2022, pela direção do Museu do Ipiranga e pela Fundação de Apoio à USP (FUSP). 

O edifício, tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se em 1895 a sede do Museu do Estado, criado dois anos antes, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país. Está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade. 

 

As obras de restauro iniciaram em outubro do ano passado e a expectativa é que seja reaberto em setembro de 2022, para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil. Mais informações sobre o restauro no site:  museudoipiranga2022.org.br . 

Comemoração 7 de setembro 

Em razão das restrições impostas pela pandemia do coronavírus, a comemoração do feriado de 7 de setembro este ano acontecerá em meio virtual, com programação e produção de materiais especiais como fotografias, vídeos, exposições, filtros no Instagram alusivos à data, podcasts, aplicativo com visita virtual ao Museu em 3D, entre outras ações, disponíveis nas redes sociais do museu e no site http://www.ecosdoipiranga.com.br. 

A principal ação da campanha está programada para o dia da Independência, quando será lançado o videoclipe da música Paratodos, de Chico Buarque. A canção recebeu arranjo inédito de Carlinhos Antunes e Gabriel Levy para a Orquestra Sinfônica da USP e CORALUSP, e conta com interpretações das cantoras Anastácia, Kaê Guajajara, Negra Li e Tainara Takua. 

O videoclipe estreará simultaneamente, às 14h desta segunda, nas plataformas do Museu (ecosdoipiranga.com.br), do Sesc e da USP (jornal.usp.br) e contará com uma participação especial de Chico Buarque, cantando um trecho da canção. 

A família Buarque de Holanda tem uma relação de afeto com o Museu do Ipiranga, já que o patriarca Sérgio Buarque de Holanda foi diretor da instituição por dez anos, entre 1946 e 1956. O clipe também será exibido no SescTV a partir das 16h em diversos horários da programação. 

Na obra, cuja direção é assinada por Maria Thais e Yghor Boy, serão vistos trechos de edições anteriores da festa popular que ocorria no Parque Independência assim como fotografias de um acervo ainda pouco conhecido do Museu: uma série de retratos feitos por Militão Augusto de Azevedo, na passagem entre os séculos XIX e XX.