A escalada de tensão envolvendo Estados Unidos, Irã e Iraque reacendeu o alerta nos principais polos logísticos do mundo.
No Brasil, a atenção se volta para o Porto de Santos, responsável por cerca de um terço da balança comercial brasileira e peça-chave no comércio exterior.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, até o momento, não há impactos diretos nas operações do maior porto da América Latina. Segundo a Diretoria de Operações, as principais linhas marítimas que atendem o Brasil não dependem diretamente das áreas mais sensíveis do conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, o cenário é acompanhado com cautela. A APS destaca que a logística marítima é altamente integrada em escala global.
Segundo a Autoridade, este monitoramento é importante porque o Irã, por exemplo, importou, em 2025, 31% do milho que escoou pelo Porto de Santos, cerca de 4,5 milhões de toneladas.
Em situações de guerra, mesmo conflitos geograficamente distantes podem provocar efeitos indiretos, como ajustes de rotas, reprogramações de escalas e oscilações no mercado internacional de fretes e seguros marítimos.
O presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que não há, neste momento, alteração nas escalas ou comprometimento das operações.
Ele ressaltou que a resiliência do Porto de Santos está justamente na diversidade de conexões internacionais — são cerca de 600 destinos atendidos — e na flexibilidade operacional para redirecionamentos logísticos.
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Confira na íntegra o posicionamento da Autoridade Portuária de Santos (APS):
A Autoridade Portuária de Santos (APS) acompanha com atenção a evolução do cenário no Oriente Médio. Até o momento, não há indicação de impactos diretos nas rotas marítimas que operam no Porto de Santos, já que as principais linhas que atendem o Brasil não dependem diretamente das áreas mais sensíveis do conflito, informou a Diretoria de Operações.
A equipe permanece atenta, pois é importante considerar que a logística marítima hoje é global e altamente integrada, o que significa que tensões regionais podem gerar efeitos indiretos, como ajustes de rotas ou reprogramações operacionais. Em cenários de guerra, é difícil prever todos os desdobramentos, mesmo estando geograficamente distantes.
A APS segue monitorando o contexto internacional e mantém diálogo constante com os operadores privados, armadores e demais agentes da comunidade portuária, que não registraram, até o momento, qualquer comprometimento das operações no Porto de Santos.
“Não há indicação de alteração nas escalas ou comprometimento das operações no porto em função desse cenário. O Porto de Santos é resiliente justamente por ter muitas conexões e alternativas para atender seus cerca de 600 locais de destino”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini.
Efeitos indiretos podem surgir?
Especialistas do setor portuário alertam que conflitos no Oriente Médio costumam impactar principalmente:
- Custos de combustível marítimo (caso haja instabilidade no petróleo);
- Prêmios de seguro para embarcações;
- Tempo de trânsito em rotas globais;
- Disponibilidade de navios em cadeias integradas.
Até agora, porém, armadores e operadores privados que atuam no Porto de Santos não registraram qualquer comprometimento nas operações.
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Porto segue monitorando cenário internacional
A APS informou que mantém diálogo constante com armadores, terminais e demais agentes da comunidade portuária. O acompanhamento é contínuo justamente porque, em cenários de guerra, os desdobramentos podem ser imprevisíveis.
Embora o conflito entre EUA, Iraque e Irã não tenha reflexos imediatos na movimentação de cargas em Santos, o alerta permanece aceso.
Em um mundo interligado por cadeias logísticas globais, tensões regionais podem rapidamente se transformar em impactos econômicos de alcance mundial.
Por enquanto, o maior porto do país segue operando normalmente — mas com os olhos voltados para o Oriente Médio.
