Guarda-civil e policial militar iniciam discussão e trocam tiros; veja vídeo

Dois carros foram baleados e um motorista ficou ferido pelos estilhaços dos disparos

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28 SET 2020Por Caroline Souza12h22
Discussão começou após uma batida de carroFoto: Reprodução

No último sábado (26), um discussão entre um guarda-civil metropolitano e um policial militar, que estavam de folga, resultou em uma troca de tiros e agressões na zona norte da Capital. Dois carros foram baleados e um motorista ficou ferido pelos estilhaços dos disparos.

Um vídeo que circula na internet mostra parte da discussão. No vídeo, é possível ver o guarda civil em frente a um carro vermelho, apontando para o cabo da Polícia Militar (PM), que também está armado.

O agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ameaça atirar no policial. “Joga na calçada!”, grita o guarda-civil para o policial militar exigindo que ele solte a arma que segurava. “Eu sou polícia. Eu sou polícia”, responde o PM para o GCM.

De acordo com a Polícia Civil, os homens atiraram 15 vezes, foram encontradas dez munições de uma arma calibre 380 e cinco de uma calibre .40.

Os dois agentes não foram atingidos pelos disparos, porém, foram levados para uma delegacia e autuados pelos crimes de disparo de arma de fogo e lesão corporal. Depois foram liberados.

Caso

O acontecimento foi registrado no 33º Distrito Policial (DP), em Pirituba. A discussão começou porque o policial militar bateu no carro do amigo guarda-civil, segundo o boletim de ocorrência. Ninguém ficou ferido na batida.

Ainda segundo a polícia, os dois não usavam uniformes e não sabiam a identidade profissional um do outro quando começaram o bate-boca e a troca de tiros.

O policial militar tinha “lesões corporais, alegando que foi agredido fisicamente” pelo GCM. O guarda-civil não se feriu.

Após o indiciamento, o militar realizou exames no Instituto Médico Legal (IML) porque havia suspeita de que estava dirigindo sob efeito de bebida alcoólica. Em seguida, ele foi responsabilizado pelo crime de embriaguez ao volante.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), afirma que a “conduta do PM também é apurada em procedimento administrativo” pela corporação.