Governo do Estado anuncia Museu da Inclusão

Equipamento museológico atuará como uma rede de preservação de memórias da luta por direitos das pessoas com deficiência

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09 OUT 2020Por Da Reportagem14h10
"Governo assumiu de forma incondicional o trabalho voltado às pessoas com deficiência", afirmou a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia LeãoFoto: Raphael Montanaro/ Alesp

A partir desta quinta-feira (8), o Museu da Inclusão, equipamento museológico da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, assumirá a atuação de forma ampla e como uma rede de preservação de memórias da luta por direitos das pessoas com deficiência.

O processo de remodelação e manutenção desse compromisso foi iniciado em 2018 e se consolida hoje, levando em conta tanto as memórias do movimento, quanto as atualidades de um processo permanente de luta das pessoas com deficiência.

“A luta por direitos e oportunidades iguais vem de vários anos, mas, nas últimas quatro décadas que tomou um caminho claro, definido e definitivo pela acessibilidade e inclusão. A história contada no Memorial agora se eterniza com o Museu da Inclusão. O Governo de São Paulo, desde o primeiro dia, assumiu de forma incondicional o trabalho voltado às pessoas com deficiência”, afirmou a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão.

O Museu da Inclusão tem as operações geridas pela Organização Social Abaçaí Cultura e Arte, que continuam na prerrogativa de preservar e comunicar a luta por direitos das pessoas com deficiência, no que tange ao movimento social e sua busca histórica por direitos pela inclusão.

Além de uma reforma estrutural no espaço, prevista para o próximo ano, será lançada em novembro uma exposição virtual totalmente acessível sobre Direitos Humanos, já sob a nova marca do Museu da Inclusão. A mudança também auxilia na busca por tornar cada vez mais imediata e presente essa luta.

A mudança de Memorial da Inclusão para Museu da Inclusão vai além da nomenclatura, pois ser museu é uma ação, um compromisso social. Trata-se também de um investimento físico na estrutura com o espaço acessível, mas também na aproximação das novas gerações de ativistas, de produção compartilhada de exposições, discussão de pautas contemporâneas, ações educativas acessíveis e inclusivas e produção de pesquisa e conhecimento.

Essa mudança não anula nem apaga a história e o legado construído até aqui. A exposição “Memorial da Inclusão: os caminhos da Pessoa com Deficiência” continua existindo dentro do Museu da Inclusão e constitui a primeira exposição de longa duração do museu. Outras exposições serão montadas e concebidas em breve nesse novo modelo e formato.