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Governo admite que Previdência ficará para depois da eleição

Segundo ele, o Palácio do Planalto concluiu que não há segurança jurídica para revogar o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro

Michel Temer admitiu pela primeira vez que não conseguirá votar a reforma previdenciária pelo menos até a eleição presidencial / Divulgação/Fotos Públicas

O governo do presidente Michel Temer admitiu pela primeira vez nesta segunda-feira (19) que não conseguirá votar a reforma previdenciária pelo menos até a eleição presidencial. Em entrevista à imprensa, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que a proposta está suspensa e que, na melhor das hipóteses, poderá ser retomada em novembro.

Segundo ele, o Palácio do Planalto concluiu que não há segurança jurídica para revogar o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, que impede a votação de uma PEC (Proposta de Emenda Constituição).

"A questão da segurança pública assumiu um caráter tão explosivo que tornou necessário tomar uma medida e o efeito colateral neste momento é a suspensão da reforma previdenciária", disse.

Segundo ele, para evitar o crescimento do déficit público, a equipe econômica estuda agora uma série de medidas para tentar aliviar as contas públicas.

Ele, contudo, afirmou que elas ainda estão em estudo e não deu maiores detalhes.

Mais cedo, o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que não faz sentido ter feito uma intervenção federal no Rio de Janeiro se for para extingui-la com o objetivo de votar a reforma previdenciária.

Na semana passada, o presidente Michel Temer havia afirmado que o decreto que nomeou um interventor seria interrompido para a tramitação das mudanças nas aposentadorias, mas não deu um prazo para que isso ocorra.

"Se for para fazer uma intervenção e chamar a todos nós e, daqui a cinco dias, dizer que foi um equívoco porque precisa votar matéria A ou matéria B, não teria sentido ter feito a intervenção", disse o senador.

Em entrevista à imprensa, após reunião no Palácio do Alvorada, Eunício disse ter dúvidas se haveria condições políticas no Congresso Nacional de se aprovar um novo decreto de intervenção caso o atual seja revogado para a votação de uma PEC.

"Se ele fizer a revogação, extingue-se a intervenção no Rio de Janeiro. E para fazer uma nova intervenção eu não sei se teria a condição política de fazer. Aí, o que a sociedade iria dizer? O que íamos dizer? Que não havia necessidade da intervenção. E ela é necessária", disse.

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