Globo estreia 'Vai que Cola' em Miami, onde Paulo Gustavo era 'Angel', uma stripper trapaceira

A transmissão acontecerá aos sábados, após a novela "Império"

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08 MAI 2021Por Folhapress17h20
Paulo Gustavo interpreta Angel, uma stripper trapaceira.Paulo Gustavo interpreta Angel, uma stripper trapaceira.Foto: Reprodução/Globo/Multishow

As aventuras e perrengues da série "Vai que Cola" voltam à tela da Globo neste sábado (8), em edição especial, mostrando as aventuras de seus personagens em Miami. Serão 11 episódios da sétima temporada, já transmitidos no canal Multishow, que chegam à TV aberta.

A transmissão acontecerá aos sábados, após a novela "Império", e terá a participação do humorista Paulo Gustavo (1978-2021), que morreu na terça-feira (4) por complicações da Covid. Ele estará em quatro episódios, como a irmã de Valdomiro, Angel, nova amiga de Ferdinando (Marcus Majella).

"Saímos da pensão com a expectativa de que iríamos para um lugar incrível. Mas, na verdade, quando chegamos a Miami não é um lugar tão incrível assim, mas eles se divertiram do mesmo jeito", afirma a atriz Catarina Abdalla, 61, que interpreta Dona Jô, em entrevista por telefone à reportagem.

Todos os moradores da pensão de Dona Jô embarcam nessas férias quase frustradas nos Estados Unidos, que ganham o nome "Vai que Cola: Partiu Miami" e que Abdalla afirma que com certeza vai acompanhar: "Sempre vou estar ali grudada na telinha."

O humorista Pedroca Monteiro, 39, afirma estar com a mesma empolgação, principalmente, por ser nessa temporada que ele entrou para o elenco fixo da série, como o cubano Alejandro. "Fiquei tão feliz", conta ele, "eu já era fã do programa e muito amigo de todos os atores."

A sétima temporada, que vai ao ar agora na TV aberta, foi escrita por Fil Braz e Leandro Soares, e teve produção de Luiz Noronha, criador da série de comédia "Galera FC" que vai ao ar na TNT.

Monteiro conta que é como trabalhar com ídolos e amigos. "Fiquei super nervoso e ansioso no primeiro dia de gravação", relembra, "mas fui super bem-recebido por eles". Apesar de parte do elenco ter viajado até Miami para gravar, ele diz que "a Miami que eu fui era aqui mesmo em Curicica [Rio de Janeiro]."

Abdalla foi a Miami para gravar e relembra que, durante as gravações, os atores precisaram inventar um inglês próprio. Ela conta que trazer isso para as filmagens foi ainda mais divertido. "A Dona Jô inventou um inglês só dela, um inglês estapafúrdio."

"Adorei estar com esses personagens em Miami. Foi um lugar onde vimos muitas Terezinhas, [personagem de Cacau Protásio, 45, na série]. Miami é repleto de Terezinhas! Foi incrível. Nós nos divertimos muito", completou sobre as gravações nos Estados Unidos.

Para Abdalla, o "Vai que Cola" foi um programa bom para todos, principalmente na pandemia da Covid. "Quem gostava ficou curtindo mais ainda, quem não curtia passou a curtir. Eu vejo direto!", conta. "Adoro, me divirto e faz minha vida ficar mais leve. Sinto tanto orgulho, o 'Vai que Cola' me salvou."

A atriz avalia que não é apenas ela que se identifica com os personagens da série, mas todo o público. "Por mais louco que pareça, a família brasileira é desse jeito", afirma obre a série, que tem ainda no elenco Jéssica (Samantha Schmütz), Ferdinando (Marcus Majella) e Reginél (Luis Lobianco).

"Claro que a gente enfeita um pouco mais, mas os perrengues são super críveis. Tivemos a temporada da Praia Grande [litoral paulista] e foi só perrengue, aí fomos para Miami e foi só perrengue", diz Abdalla, que destaca sua personagem, Dona Jô, como a responsável por solucionar os problemas.

"A Dona Jô inventa um jeito de salvar todo mundo, senão morreriam todos de fome", brinca. "Eu amo a Dona Jô". Já Monteiro diz que "o Brasil todo se sente representado por alguém que está ali ou conhece e convive com alguém que lembra um dos personagens", afirma.

"O 'Vai que Cola' representa muito bem a família brasileira", diz ele, "essa diversão que temos nesse jeito de superar dificuldades e os obstáculos. Penso que as histórias representam muito bem isso", avalia ele, sobre o programa, que já tinha entrado na grade da Globo em dezembro de 2020.

Além de ter oito temporadas, o humorístico também virou filme. O longa-metragem "Vai Que Cola - O Filme" (2015) foi escrito por Leandro Soares e dirigido por César Rodrigues, que também dirigiu a sequência "Vai Que Cola 2 - O Começo" (2019). Abdalla é só comemoração: "Viva o 'Vai Que Cola'!".

PAULO GUSTAVO

A chegada de mais uma temporada de "Vai que Cola" à Globo ganha um gosto mais especial pela presença de Paulo Gustavo, morto na última terça-feira. Ele fez parte do elenco fixo do programa até a quarta temporada, como o malandro Valdomiro Lacerda, voltando depois em participações especiais.

"Não tem como falar de 'Vai que Cola', humor, teatro, cinema sem falar de Paulo Gustavo", diz Monteiro, que o conhecia há cerca de 20 anos. "Ele é uma referência forte para todos nós. Não tem como falar de liberdade sem falar de Paulo Gustavo. Uma perda irreparável, um pesadelo que estamos vivendo".

Paulo Gustavo esteve no filme derivado do humorístico. Mas foi com o filme "Minha Mãe é Uma Peça", que marcou a história do cinema. O terceiro longa da franquia ostenta atualmente o título de maior bilheteria de filme nacional de todos os tempos, com renda bruta de R$ 143,9 milhões.

"Ele representa tanto, um cara tão generoso, tão amoroso e que impacta tanto a vida do brasileiro, com aquela alegria e humor", diz Abdalla. "O que eu queria era agradecer por tudo o que ele transformou, porque ele é um artista muito importante para o Brasil todo", completa Monteiro.

"Ele tinha uma alegria fora do comum. Colocava todo mundo para rir, para cair no chão de gargalhar, desde que eu o conheci", continua. "Estou sentindo muitíssimo tudo isso. Obrigado, Paulo Gustavo. É o que eu posso dizer. Bravíssimo. Obrigado pela existência dele".

FUTURO DA SÉRIE

Além de celebrar mais episódios de "Vai que Cola" na Globo, os atores também se preparam para retomar as gravar de uma nova temporada no ano de 2021, Segundo Abdalla, o elenco ainda não sabe muita coisa, mas Dona Jô deve voltar cursando faculdade de psicologia.

"Na temporada de 2020 ela já fez vestibular e passou, ela sempre tem uma surpresa", afirma a atriz, que classificou como uma "grande desafio" as gravações do ano passado, já durante a pandemia. "Foi um momento único, onde nos reinventamos e conseguimos fazer uma temporada sem plateia".

Ao todo, foram 40 episódios feitos no ano passado. "Saímos desta temporada se admirando muito mais, se respeitando e se amando mais do que nunca. Hoje penso que o programa tem fôlego ainda para muitos anos devido a tudo o que sobrevivemos fazendo humor."