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Brasil

Exportações de carne despencam após operação da PF contra frigoríficos

A pasta registra no estudo que a média diária de exportações em dias úteis neste mês de março era de US$ 63 milhões até a deflagração da Operação Carne Fraca

Embora só 6 das 21 unidades fizeram exportações nos últimos 60 dias, todas elas estão com as vendas para o exterior suspensas / Matheus Tagé/DL

De US$ 63 milhões por dia a US$ 74 mil. Essa foi a queda das exportações brasileiras de carne registradas pelo Ministério do Desenvolvimento.

Os números foram apresentados ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (22).

O valor de US$ 74 mil representa, segundo o ministério, toda a venda de carnes ao exterior nesta terça-feira (21). O valor corresponde a quase zero perto do movimento habitual do setor.

A pasta registra no estudo que a média diária de exportações em dias úteis neste mês de março era de US$ 63 milhões até a deflagração da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, no fim da última semana.

O dado foi interpretado como um sinal evidente da cautela dos importadores estrangeiros diante da crise no setor, apesar dos esforços do governo para derrubar barreiras à compra do produto nacional.

Há a avaliação de que os compradores aguardam um desfecho para o caso, com medo de comprarem carnes do Brasil e serem obrigados a manter os produtos estocados nos portos de destino, o que implicaria em altos custos de armazenamento.

Prioridade

Nesta terça, ao visitar no Paraná um dos alvos da operação, o ministro Blairo Maggi (Agricultura) afirmou que pretende encerrar em até três semanas as investigações nos 21 frigoríficos investigados pela Polícia Federal.

A prioridade é liberar as seis unidades (dentro do grupo de 21) que realizaram exportações nos últimos 60 dias.

O ministério informou ainda que há três unidades sob investigação que estão proibidas de vender inclusive para o mercado brasileiro -duas no Paraná e uma em Goiás.

Embora só 6 das 21 unidades fizeram exportações nos últimos 60 dias, todas elas estão com as vendas para o exterior suspensas. O ministro afirmou, na terça, que o bloqueio é uma forma de mostrar aos importadores que existe "cautela" e "responsabilidade".

"Para nós, não há diferença entre consumidores, brasileiros ou estrangeiros. Mas não precisamos suspender as vendas internas, porque não há problemas sanitários", disse Maggi.

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