Defensores públicos são feitos reféns em rebelião de presos em São Paulo

Os outros dois defensores e os demais funcionários da unidade deixaram a penitenciária tão logo a rebelião começou, de acordo com a secretaria

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26 ABR 2018Por Folhapress22h20

Três defensores públicos foram feitos reféns nesta quinta (26) em uma rebelião na penitenciária de Lucélia, no oeste do Estado de São Paulo.

O motim começou à tarde, durante o banho de sol. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, cinco defensores entraram por volta das 14h nos pavilhões três e quatro da unidade. Vinte minutos depois, três deles foram rendidos.

Os outros dois defensores e os demais funcionários da unidade deixaram a penitenciária tão logo a rebelião começou, de acordo com a secretaria.

Os detentos teriam ainda quebrado as portas que separam os galpões para liberar os presos dos outros pavilhões.

A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Grupo de Intervenção Rápida, juntamente com o diretor da penitenciária e o coordenador das unidades prisionais da região, estão negociando com os detentos.

A SAP informou que os defensores foram avisados de que, como era o horário do banho de sol dos presos, não seria seguro entrar, mas que eles teriam insistido na entrada.

Por norma, defensores públicos e juízes possuem acesso irrestrito às unidades e não podem ser barrados.

A Defensoria Pública, por meio da assessoria de imprensa, informou que se mantém em contato permanente com a SAP e com os policiais e secretarias de governo envolvidos na operação.

A penitenciária de Lucélia tem capacidade para 1.440 presos. No momento, tem 1.820 internos.