Cúpula mundial vai debater, em São Paulo, combate a hepatites virais

A promoção, que ocorre de dois em dois anos, é uma iniciativa conjunta Organização Mundial da Saúde

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01 NOV 2017Por Folhapress15h01

A Cúpula Mundial de Hepatites, que começa nesta quarta (1º) em São Paulo e termina na sexta (3), vai debater o progresso da agenda mundial de combate a hepatites virais e sua eliminação. A promoção, que ocorre de dois em dois anos, é uma iniciativa conjunta da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Aliança Mundial contra a Hepatite, com um país anfitrião diferente em cada edição. As informações são da Agência Brasil.

Ministros da saúde de países que integram a OMS, cientistas e especialistas em saúde pública, além de grupos da sociedade civil, discutirão a eliminação das hepatites virais, responsáveis por mais de 1 milhão de mortes por ano no mundo, além de mais de 300 milhões de pessoas que estão cronicamente infectadas pelas hepatites B ou C.

Após a adoção da GHSS (Estratégia Global do Setor de Saúde) da OMS sobre as hepatites virais em maio de 2016 -que incluiu a meta de eliminação até 2030 das hepatites virais como ameaça à saúde pública-, a cúpula vai discutir os últimos avanços e as políticas de saúde pública necessárias para atingir essa meta.

Eliminação de mortes

Diante do desenvolvimento global de antivirais altamente eficientes contra a hepatite C e de crescentes taxas de cobertura de vacinação e de tratamento para a hepatite B, o otimismo sobre a eliminação de mortes e da contaminação tem aumentado entre os especialistas, de acordo com a organização da cúpula.

A programação inclui atualizações sobre as últimas tendências no combate contra as hepatites; novos dados sobre o progresso dos países para atingir os objetivos de eliminação propostos pela OMS; E aumento do acesso aos medicamentos contra a hepatite C e os novos preços dos medicamentos genéricos.

O evento, além de divulgar novos dados globais sobre hepatites em crianças, ainda pretende debater o desafio do diagnóstico, já que, em todo o mundo, cerca de 300 milhões de pessoas infectadas com hepatites B e C ainda não foram diagnosticadas.