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Cristo Redentor terá iluminação rosa com campanha sobre câncer de mama

A Fundação Laço Rosa, uma instituição sem fins lucrativos, surgiu em 2011 para apoiar as mulheres com câncer de mama

Agência Brasil

Publicado em 02/10/2018 às 13:12

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De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS realiza, anualmente, mais de 623 mil biopsias e cirurgias de câncer / Tomaz Silva/Agência Brasil

O Cristo Redentor será iluminado hoje (2), às 18h, com a cor rosa para marcar o início do Outubro Rosa, campanha para divulgar informações sobre o câncer de mama. A iniciativa é da Fundação Laço Rosa e terá a presença das embaixadoras 2018: as atrizes Juliana Paes, Isabelle Drummond e Giovanna Ewbank.

Depois da iluminação do monumento, a fundação fará a Festa Laço Rosa. Será em um hotel da zona sul do Rio de Janeiro, a partir das 20h.

A renda da venda dos convites será revertida para ações da instituição. As cantoras Roberta Sá e Ludmilla e a DJ Ju de Paulla estão entre as atrações da noite.

A Fundação Laço Rosa, uma instituição sem fins lucrativos, surgiu em 2011 para apoiar as mulheres com câncer de mama, o tipo mais frequente nas brasileiras.

Além de divulgar informações sobre o tema, a entidade atua na sugestão de políticas públicas para o câncer de mama, na defesa de direitos de pacientes e no resgate da autoestima.
Por isso, criou o Banco de Perucas Online, um projeto de doação de perucas pela internet para pacientes em quimioterapia. O serviço já atendeu mais de 6 mil famílias.

Tratamento
Para pacientes com diagnóstico de câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia necessária dependendo do caso: mastectomias, cirurgias conservadoras e de reconstrução mamária. No tratamento estão disponíveis os serviços de radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS realiza, anualmente, mais de 623 mil biopsias e cirurgias de câncer, quase 3 milhões de procedimentos de radioterapia e perto de 1,5 milhão de procedimentos de quimioterapia.

Conforme o ministério, em seis anos os recursos federais destinados para tratamento do câncer no SUS passaram de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,6 bilhões em 2017.

O Ministério da Saúde informou, também, que reforçou a aplicação de recursos para a realização de exames essenciais ao diagnóstico e procedimentos médicos, como a punção de mama por agulha grossa, biópsia e exame anatomopatológico. A intenção é aumentar o número de procedimentos mais precisos para a identificação do tumor.

Prevenção
Conforme o ministério, o SUS tem ações de atenção integral à prevenção e ao tratamento do câncer de mama.

Em 2017, o número de mamografias de rastreamento superou os 4 milhões, sendo que 2,6 milhões ocorreram na faixa etária prioritária preconizada pela Organização Mundial da Saúde, que são mulheres de 50 a 69 anos.

Até julho de 2018, foram realizadas mais de 2,1 milhões de mamografias, sendo 1,3 milhão nas mulheres de 50 a 69 anos.

A recomendação do ministério é que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas (rastreamento) seja feita na faixa  entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos.

Em 2017, o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde com mais de 50 mil pessoas nas capitais do país, apontou que 78% das mulheres dessa faixa etária realizaram mamografia nos últimos dois anos.

Segundo o Ministério da Saúde, o atendimento aos pacientes do SUS é regulado pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, responsáveis pelo acesso do paciente de acordo com a sua necessidade, realizando a programação das ações e serviços de saúde e alocando recursos de acordo com a quantidade necessária de produção nos diferentes municípios.

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