Ciclone extratropical provoca morte de 11 pessoas no RS

Mais de 2.330 pessoas estão desabrigadas e 20A Defesa Civil do Rio Grande do Sul já registra 11 mortos pela passagem de um ciclone extratropical pelo litoral do estado. Outras 20 pessoas estão desaparecidas. Até o começo da tarde d continuam desaparecidas

Mais de 2.330 pessoas estão desabrigadas no Rio Grande do Sul

Mais de 2.330 pessoas estão desabrigadas no Rio Grande do Sul | Divulgação/Prefeitura de Poá

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul já registra 11 mortos pela passagem de um ciclone extratropical pelo litoral do estado. Outras 20 pessoas estão desaparecidas. Até o começo da tarde deste sábado (17), 2.330 pessoas estavam desabrigados e 602, desalojadas.

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O ciclone provocou chuva ininterrupta e diversos estragos desde a noite de quinta-feira (15) no estado, sobretudo na região leste -que abrange, além do litoral, parte da serra gaúcha, a região dos vales e a região metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Defesa Civil, 41 municípios foram afetados.

Quatro mortes foram confirmadas por volta das 15h40 deste sábado, sendo duas em Maquiné, uma em São Sebastião do Cai e uma em Esteio.

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Uma dessas mortes é a de um bebê de quatro meses, que teria ficado ilhado em São Sebastião do Caí.

Outros dois registros de mortes foram informados pouco antes do meio-dia. Em Bom Princípio, a vítima foi um idoso de 73 anos, cujo carro caiu no Rio Caí. Em Caraá, a vítima ainda não foi identificada.

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Ao todo, as mortes já confirmadas ocorreram em Maquiné (3), São Leopoldo (2), Novo Hamburgo, Caraá, Bom Princípio, São Sebastião do Caí e Esteio e Gravataí. Os desaparecimentos foram registrados em Caraá (18), Maquiné e Três Forquilhas (2).

O ciclone provocou chuva ininterrupta e diversos estragos desde a noite de quinta-feira (15) no estado, sobretudo na região leste -que abrange, além do litoral, parte da serra gaúcha, a região dos vales e a região metropolitana de Porto Alegre.

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Em alguns municípios, a quantidade de chuva ultrapassou em quase duas vezes o previsto para o mês. Foi o caso de Maquiné, no litoral norte, onde choveu mais de 290 milímetros, enquanto o esperado para o mês de junho é o acúmulo de 140 a 180 milímetros.

Mesmo com a diminuição das chuvas no estado, diversos trechos de estradas seguem interditados, alguns com bloqueio total da via, de acordo com o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem do governo estadual.

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O órgão diz que “está mobilizando as equipes responsáveis pela conserva das rodovias afetadas a fim de reestabelecer as condições de tráfego o mais breve possível”.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê tempo nublado na região afetada, mas não há alertas sobre novas chuvas.

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Em Santa Catarina, uma embarcação com pelo menos 12 tripulantes naufragou na noite de sexta. A região estava sob alerta de ressaca emitido pela Marinha do Brasil, diante das fortes chuvas provocadas pelo ciclone extratropical.