Boulos recua e suspende atos de rua até sair resultado de teste

Anúncio se deu após deputada do PSOL afirmar que seu teste para Covid-19 havia dado positivo; ambos estiveram juntos em um ato na última sexta

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24 NOV 2020Por Bruno Hoffmann - GSP18h10
Guilherme Boulos durante ato de campanha com agentes de segurança nesta terça-feiraFoto: Leandro Vaz/Divulgação

O candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) recuou de decisão tomada no dia anterior e disse nesta terça-feira que vai suspender sua campanha de rua até que saia o resultado do teste que fará de Covid-19. O anúncio se deu após a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) afirmar que seu teste para a doença havia dado positivo. Ambos estiveram juntos em um ato na última sexta-feira (20).

"O contato que tive com ela foi absolutamente esporádico, eventual, vocês registraram, ambos de máscara. Eu vou fazer o teste. Assim que tiver isso vamos informar para a imprensa e também tomamos uma decisão de até sair o resultado do teste, por absoluta precaução, não fazer agendas públicas de rua", disse ele.

Na segunda-feira, o psolista não afirmou que deixaria a campanha de rua e disse que não tivera nenhum contato próximo com a deputada. "Eu não tive nenhum contato direto, assim, próximo com a Sâmia nos últimos dias. Soube agora do teste dela, me solidarizei com ela. E espero pronta recuperação da Sâmia", disse o candidato ao "UOL".

Sâmia, que é líder do PSOL na Câmara dos Deputados, anunciou estar com a doença pelas redes sociais na manhã de segunda. “Testei positivo para covid-19. Estou isolada em casa e sem sintomas agudos. Estou bem. Seguirei em casa até me recuperar totalmente. Desde já, agradeço pelo apoio de vocês. Minha equipe seguirá atualizando nossas redes".

Nesta terça, o candidato participou de uma reunião fechada em um hotel no Centro da capital com agentes de segurança pública. Em entrevista à imprensa, ele criticou a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) no setor. "A Guarda Civil Metropolitana tem sido desmontada por esse governo do Doria e do Bruno Covas. Não fez concursos públicos, não contratou novos guardas e desprestigiou a Guarda", afirmou.

O candidato também destacou a notícia sobre a falta de combustível para as viaturas da GCM na cidade, divulgado pelo SindGuardas (Sindicato de Guardas Civis Metropolitanos) na manhã desta terça.