Associação Comercial repudia plano de Doria no ABC; prefeitos da Grande SP pedem revisão

ACISA conta com mais de 4 mil associados e é considerada como uma das associações comerciais mais antigas do Estado, com 82 anos de fundação

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28 MAI 2020Por Da Reportagem16h02
"É inaceitável a postura do governo estadual de excluir a Região do Grande ABC do seu plano de flexibilização da quarentena a partir de 1º de junho", diz o presidente da entidade associativa Pedro Cia Junior OFoto: DIVULGAÇÃO

Na noite desta quarta-feira, a Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA) divulgou uma carta de repúdio ao plano de flexibilização da quarentena, divulgado no mesmo dia pelo governador do estado de São Paulo João Dória (PSDB). A ACISA conta com mais de 4 mil associados e é considerada como uma das associações comerciais mais antigas do Estado, com 82 anos de fundação.

“É inaceitável a postura do governo estadual de excluir a Região do Grande ABC do seu plano de flexibilização da quarentena a partir de 1º de junho”, diz o presidente da entidade associativa Pedro Cia Junior.

O dirigente se baseia na taxa de ocupação dos leitos na região estar em 55%, bem abaixo dos índices da Capital. Além disso, existem hospitais de campanha com quase total disponibilidade de leitos, prontos para receber pacientes, como é o caso da unidade localizada no campus da UFABC.

“A Região do Grande ABC responde por grande parte da riqueza do Estado e muitos empresários já não suportam mais manter seus negócios fechados e agora, além de todo esse prejuízo ainda serão penalizados com a migração de consumidores para São Paulo, isso é inadmissível. Exigimos de nossas autoridades regionais a abertura do comércio já a partir do dia 1º de junho, seguindo todas as medidas preventivas para evitar a propagação do vírus, com uso de máscaras, utilização de álcool em gel para funcionários e clientes, além de controle de entrada de pessoas nos locais para evitar aglomeração”, justifica Pedro Cia Junior.

Prefeitos da Grande SP pedem revisão

Prefeitos de cidades da Grande São Paulo querem que o governo estadual revise a classificação da região. Com a classificação divulgada pelo governo, ao menos 62 municípios do Estado não poderão reabrir parte do comércio na próxima segunda-feira (1), pois estão na fase vermelha.

De acordo com o prefeito de Osasco, Rogério Lins, nesta quinta-feira (28), será entregue um documento de reconsideração ao governador do Estado, João Doria.

"Vamos entregar um documento, assinado por todos os prefeitos da região, no Palácio do Governo pedindo uma reavaliação da nossa classificação avançando para a fase dois, a fase laranja, onde gradativamente alguns comércios, com muita segurança e colaboração da população, voltem a funcionar", afirmou o prefeito.

O prefeito também alegou que o município é “praticamente uma extensão da capital”, e que o modelo do governo estadual “não vai funcionar”.

Para o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, a medida também não funcionará. "A gente sabe que isso vai criar um grande problema porque o maior movimento pendular do brasil é entre São Paulo e Guarulhos. Temos 38 km de área fronteiriça", afirmou Costa.

O prefeito de Itapevi, Igor Soares, foi ao Palácio dos Bandeirantes reivindicar que a cidade seja enquadrada na fase 2 e não na fase 1. Segundo ele, as cidades da região Oeste fizeram trabalho de prevenção, ampliação de leitos e contratação de profissionais de saúde.