Alexandre de Moraes decide soltar Sara Winter

Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, será liberada da prisão, mas terá que usar tornozeleira eletrônica

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24 JUN 2020Por Da Reportagem19h28
Sara Giromini foi presa no dia 15 deste mês pela Polícia Federal (PF), em BrasíliaFoto: REPRODUÇÃO

O ministro Alexandre de Moraes, relator no STF (Supremo Tribunal Federal) do inquérito dos atos antidemocráticos decidiu soltar nesta quarta-feira (24) a extremista, Sara Giromini, conhecida como Sara Winter. No entanto, ela terá que usar tornozeleira eletrônica.

Sara estava presa desde o dia 15 deste mês e assim como ela, os outros cinco integrantes do grupo de extrema direita 300 do Brasil que estavam presos também por ordem do STF, também vão usar tornozeleira.

Além do monitoramento eletrônico, Winter e os demais, caso recebam autorização de saída diurna para trabalhar ou estudar, terão de manter distanciamento de, no mínimo, um quilômetro das sedes do STF e do Congresso Nacional e das casas de ministros e parlamentares alvos de ataques verbais e ameaças.

Caberá à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal delimitar as áreas nos perímetros de casa e trabalho por onde cada um poderá circular.

Winter está entre os líderes do grupo 300 do Brasil, um dos responsáveis pelas manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas em Brasília e de ataques a integrantes do Congresso e do Supremo.

Ela foi presa no dia 15. Recebeu duas ordens de prisão temporária, de cinco dias cada, determinadas por Alexandre de Moraes. Sara estava no presídio feminino da Colmeia, em cidade satélite de Brasília.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia pedido as prisões após reunir indícios de que o grupo vinha organizando e captando recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional, que define crimes contra a ordem política e social.

Como os mandados de prisão temporária venciam nesta quarta, a Polícia Federal propôs as medidas alternativas. A PGR (Procuradoria Geral da República) concordou. As autoridades avaliaram que persite a necessidade de se manter restrições à atuação dos investigados porque há uma apuração em curso.

A decisão de Alexandre de Moraes proíbe ainda que os seis integrantes do 300 do Brasil mantenham contato, seja telefônico ou telemático, com os demais alvos do inquérito dos atos antidemocráticos, incluindo blogueiros, empresários e políticos. O objetivo das prisões era o de ouvir os acusados e reunir informações de como funciona o suposto esquema criminoso.

Em depoimento à PF no dia em que foi presa, a militante bolsonarista negou que ela e o seu grupo tenham tido envolvimento com o lançamento de fogos de artifício em direção do prédio do STF no noite do dia 13, um sábado.

No dia 17, dois dias após ser detida, a Procuradoria da República no Distrito Federal denunciou Winter sob a acusação dos crimes de injúria e ameaça, praticados de forma continuada contra Alexandre de Moraes, segundo o MPF (Ministério Público Federal).

Em nota, a defesa de Winter afirmou que as restrições de circulação e comunicação imposta a ela e aos demais são "absolutamente desproporcionais e desprovidas de razoabilidade".