São Paulo toca no Calleri, e Lugano consolida triunfo sobre o Vitória

Com o resultado, os tricolores chegam a 13 pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, seguindo na cola do G-4 do torneio

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15 JUN 2016Por Gazeta Press22h18
Calleri não conseguia anotar um gol desde a vitória sobre o Strongest, no dia 21 de abril, pela LibertadoresCalleri não conseguia anotar um gol desde a vitória sobre o Strongest, no dia 21 de abril, pela LibertadoresFoto: Reprodução/Facebook

O São Paulo seguiu o mantra de sua torcida para voltar a vencer no estádio do Morumbi. Diante de um bem postado Vitória e atrapalhado pelo frio, apagão das luzes e a má arbitragem de Wagner Reway, o Tricolor conseguiu a vitória por 2 a 0 com um gol de Jonathan Calleri, já na parte final do embate, deixando em euforia os mais de 9 mil presentes. Depois, para fechar a festa, Lugano completou para as redes e assegurou o triunfo.

Os artilheiros, por sinal, conseguiram “lavar a alma”. Calleri não conseguia anotar um gol desde a vitória sobre o Strongest, no dia 21 de abril, pela Libertadores, enquanto Lugano reclamava de ter feito seu primeiro tento no retorno justo no revés para o Internacional, há três semanas.

Com o resultado, os tricolores chegam a 13 pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, seguindo na cola do G-4 do torneio. Também equilibra o retrospecto dentro de casa na competição, agora com duas vitórias e duas derrotas frente à sua torcida. O Rubro-Negro, por sua vez, permanece com 9 pontos, próximo à zona de rebaixamento para a segunda divisão nacional.

Na próxima rodada, os comandados de Edgardo Bauza visita o Flamengo, em jogo que será realizado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no domingo, às 16h. Já os representantes de Salvador voltam para casa, local onde recebem a Chapecoense, às  11h (de Brasília), também no domingo, no Barradão.

Clima frio, apagão e jogo quente

O primeiro tempo começou totalmente diferente da atmosfera que cercava a partida. O clima frio e as arquibancadas ainda pouco preenchidas no Morumbi pareciam destinadas a acompanhar um jogo de poucas emoções. Logo nos primeiros minutos, no entanto, ambos times fizeram questão de mostrar um ímpeto de vencer muito maior do que qualquer desânimo externo poderia indicar.

No primeiro lance, Calleri roubou a bola de Victor Ramos com segundos no relógio e rolou para Ytalo. O meio-campista chutou forte da entrada da área e o goleiro Fernando Miguel espalmou para o lado. Auro correu para o rebote e também chutou forte, exigindo outra boa intervenção do goleiro rubro-negro. No escanteio cobrado na sequência, porém, a zaga afastou sem dificuldade.

Com a bola no pé, foi a vez dos visitantes mostrarem que também tinham poderio ofensivo. Em falta lateral cobrada por Dagoberto, Kieza apareceu livre na área e cabeceou para ótima defesa de Denis, que tirou com o peito. Na sequência, após bola recuperada, novo cruzamento, dessa vez pela esquerda, e Marinho cabeceou no contrapé Denis, rente à trave esquerda, mas para fora.

Depois do início intenso, no entanto, jogo caiu de produção, muito por conta do juiz Wagner Reway, do Mato Grosso. O árbitro marcou diversas faltas no meio-campo, parando a partida a todo momento e impedindo os ataques de evoluir. Tanto que, até o apagão, aos 39 minutos, nada demais aconteceu. Sem luz, o duelo passou 27 minutos parado até os refletores serem acesos novamente. No curto espaço restante, deu tempo de Calleri desviar de cabeça e marcar um gol. O argentino, porém, estava em posição de impedimento, observada pela arbitragem.

“O Ganso vem aí”, mas “toca no Calleri que é gol”

Desde que os os jogadores desceram para o vestiário, a torcida do São Paulo começou a cantar “Olelê, olalá, o Ganso vem aí e o bicho vai pegar”. A empolgação com a participação do meia, que estava a serviço da Seleção Brasileira até o último final de semana, tomou conta das arquibancadas. A explosão veio logo na primeira bola, quando o camisa 10 dominou a bola na defesa, deu um drible seco no marcador e saiu jogando com Matheus Reis.

O armador realmente deu novo ritmo à equipe, principalmente na hora de servir os companheiros de ataque. Ele só não contava com as boas defesas de Fernando Miguel, que impediram-no de ser o assistente da noite. A principal foi aos 25 minutos, quando deu um toque de cabeça para Ytalo já dentro da área. O atacante bateu de chapa, firme, mas parou em excelente intervenção do arqueiro adversário, que espalmou para o lado direito.

Quem resolveu decidir, no entanto, foi um outro xodó da torcida, que já estava em campo. Thiago Mendes puxou contragolpe pelo lado esquerdo e foi desarmado por Victor Ramos. O volante foi bem ao cobrar rapidamente e entregar a bola nos pés de Matheus Reis. O garoto cruzou na medida para Calleri, livre na pequena área já que Victor Ramos não conseguiu retornar. O argentino tocou de chapa, sem chances para Fernando Miguel, e vibrou muito.

Na comemoração, o centroavante, visivelmente emocionado, tirou a camisa tricolor para mostrar uma que tinha a foto do amigo Vlad, em uma visita ao Morumbi. Foi ele quem faleceu em um acidente de moto, na semana passada, que tirou Calleri do jogo contra o Atlético-PR minutos antes do apito inicial. No fim, ainda deu tempo de Lugano, com o pé direito, completar escanteio cobrado por Ganso e selar a festa com chave de ouro.