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Automotor - Honda CBR 1000RR-R Fireblade SP surge renovada

Linha 2022 da Honda CBR 1000RR-R Fireblade SP herda caraterísticas de modelo usado na MotoGP

A Honda CBR 1000RR-R Fireblade SP 2022 vem em duas opções de cores: vermelho e preto perolizado / Divulgação

Por Edmundo Dantas/AutoMotrix

A pré-venda da linha 2022 da CBR 1000RR-R Fireblade SP já se iniciou e a previsão de começo da entrega das primeiras motocicletas é para outubro. Quem adquirir a superesportiva em pré-venda será contemplado com um curso de pilotagem RedRider com Leandro Mello (Motors Company). Desenvolvida nas pistas da MotoGP, a categoria máxima da motovelocidade, a moto mantém a proposta original – oferecer performance elevada sem abrir mão do “Total Control”, conceito do modelo desde seu surgimento, em 1992. O motor mantém a arquitetura de quatro cilindros em linha e agrega tecnologias da RC 213V-S, originária da MotoGP e homologada para uso em estradas. O sistema de controle de tração Honda (HSTC) foi otimizado e a moto agora conta com o “Launch Control”, que se soma a outros parâmetros reguláveis. Na aerodinâmica, novas aletas laterais ajudam a aprimorar a dirigibilidade em alta velocidade. A Honda CBR 1000RR-R Fireblade SP 2022 vem em duas opções de cores: vermelho e preto perolizado. O preço sugerido é de R$ 159 mil, com base o Distrito Federal, e não inclui despesas com frete ou seguro. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem.

O modelo foi renovado com forte participação do HRC – Honda Racing Corporation, a divisão de preparação esportiva da marca. A Fireblade tem sido o modelo favorito para várias categorias, seja em campeonatos de Endurance quanto em torneios nacionais. A intenção dos engenheiros foi evoluir sem desvirtuar suas qualidades originais, com destaque para o conceito “Total Control”, que privilegia maneabilidade e oferece performance ideal a pilotos de diferentes níveis de experiência. As tecnologias desenvolvidas para a RC 213V-S foram extensivamente aplicadas na nova CBR 100RR-R Fireblade SP.

O motor de quatro cilindros em linha e mil cilindradas é completamente novo e foi projetado com a colaboração da equipe de engenheiros da HRC na MotoGP. O pico de potência alcança 216,2 cavalos a 14.500 rpm e o torque máximo é de 11,5 kgfm a 12.500 rpm. Sua criação mirou dimensões compactas e medidas de diâmetro e curso dos pistões idênticas às da RC 213V. O acionamento das válvulas por balancins, as bielas de titânio e as tecnologias de redução de atrito internas se derivaram da RC 213V-S. No centro da parte frontal da carenagem, ponto de maior pressão aerodinâmica, há um duto tipo “ram-air”, que contorna a coluna de direção e ruma diretamente para a caixa do filtro de ar. Os coletores do escape 4-2-1 são ovalizados e a ponteira foi desenvolvida em conjunto com a Akrapovic. O sistema de acelerador eletrônico “Throttle by Wire” foi projetado para oferecer melhor sensibilidade. São quatro os modos de pilotagem: “Power” (P), “Engine Brake” (EB), “Wheelie” (W) e o “Honda Selecteable Torque Control” (HSTC). Os sistemas eletrônicos incluem ainda o “Launch Control” regulável para fortalecer as arrancadas. Nesse modo, a rotação do motor tem rotações pré-definidas de 6 mil, 7 mil, 8 mil e 9 mil giros, mesmo que o acelerador esteja totalmente aberto, permitindo ao piloto se concentrar na utilização da embreagem e na luz verde. O sistema de mudança de marchas “quickshifter” é equipamento de série.

O chassi tipo Diamond de alumínio é totalmente novo e usa a parte traseira do motor como ponto de ancoragem superior do amortecedor. A balança de suspensão é mais longa, com desenho derivado da RC 213V-S. O equilíbrio entre rigidez, distribuição de peso e geometria da direção foram parâmetros ajustados para conciliarem a maior potência do motor. A suspensão dianteira é uma Öhlins NPX com bengalas de 43 milímetros de diâmetro. Também Öhlins é o conjunto do amortecedor traseiro. Ambas suspensões são reguláveis eletronicamente pelo sistema S-EC (Semi-active Electronic Control). Quanto aos freios, à frente, os discos têm maior diâmetro e trabalham com novas pinças Brembo Stylema de quatro pistões, com ABS com regulagem para uso em pista. O pneu traseiro tem nova medida, 200/55-ZR17.

A plataforma inercial de seis eixos (IMU) fornece uma estimativa em três dimensões da dinâmica da moto e controla o novo amortecedor de direção HESD - Honda Electronic Steering Damper, de três níveis. As caraterísticas aerodinâmicas da Honda RC 213V usada na MotoGP serviram de inspiração para muitas das soluções usadas na carenagem da CBR 1000RR-R SP, incluindo as aletas para o incremento do “downforce” e a melhoria da estabilidade em frenagem. Outro aperfeiçoamento derivado do modelo de competição é a posição de pilotagem, mais compacta. O painel de TFT de 5 polegadas é personalizável e oferece um controle intuitivo por meio de um comando colocado no punho esquerdo. O Honda Smart Key permite destravar a moto e acionar o propulsor com a chave no bolso.

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