Recentemente, a morte de um policial militar ocorrida de forma cruel ganhou notoriedade na imprensa. O soldado Daniel Alves de Lima, de 32 anos, foi encontrado morto, nu, amarrado e com sinais de violência dentro de uma carroça na região da Cracolândia, em São Paulo. Os quatro homens que estavam carregando a carroça foram presos em flagrante por suspeita de assassinato. O PM era um homem que se dedicava a fazer o bem, desenvolvendo trabalhos sociais em seus dias de folga, tentando tirar as pessoas do mundo das drogas. E era um agente do Estado na preservação da segurança pública.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020 mostram que, infelizmente, casos como o de Daniel viraram rotina em nosso país. Não são raras as notícias de atentados contra policiais durante o serviço ou em seus períodos de folga. Segundo o estudo, o número de policiais civis e militares vítimas de crimes violentos letais intencionais (homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio) cresceu 19,6% no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2019.
No total, foram registradas 110 mortes pelo país. Estamos falando de trabalhadores, pais e irmãos que colocaram suas vidas em risco todos os dias para proteger a população e se tornaram vítimas de bandidos. Só em São Paulo, foram registrados 28 casos, o que lhe conferiu a triste liderança na violência contra a polícia.
Além das mortes violentas, nosso estado ocupa o primeiro lugar no número de suicídios, com 28 casos (sim, número igual ao de assassinatos). No total, o Brasil registrou 91 ocorrências deste tipo entre policiais militares e civis, em 2019.
Não podemos mais tolerar, inertes, que esses heróis que deixam suas famílias em casa todos os dias, superam todas as adversidades e vão para as ruas com a missão de proteger pessoas que nem conhecem, tenham suas vidas interrompidas pelo crime.
Precisamos dar melhores condições de trabalho a esses guerreiros, que, além de enfrentarem as quadrilhas, lidam com uma série de problemas para desempenhar a função, como deficit no efetivo; a falta de investimento e equipamentos de qualidade para combater a criminalidade e a desvalorização do governo demonstrada, por exemplo, nos baixíssimos salários.
Proporcionar melhores condições de trabalho às nossas polícias é um dos caminhos para o combate à criminalidade e assim poderemos poupar mais vidas daqueles que lutam pelo bem-estar de toda a sociedade.
A Segurança Pública é uma das prioridades do meu mandato e desde o início protocolei inúmeras solicitações ao governador João Doria para que reforce a Polícia Militar em dezenas de cidades com armamentos, viaturas e drones. Esperamos que elas sejam atendidas e que o governo estadual finalmente cumpra suas promessas de campanha e dê aos nossos policiais o respeito e valorização que eles merecem.
Tenente Coimbra, deputado estadual
