Tenente Coimbra - Iniciar a fase três do VLT seria melhor para São Vicente

A fase três faria uma ligação que iria, praticamente, da Praia Grande até Santos, trazendo grandes ganhos para a mobilidade urbana

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30 SET 2020Por Artigo06h30
Foto: NAIR BUENO/DL

Quando um governante não escuta os anseios e as necessidades de uma população, o que se vê são prejuízos que afetam a vida de milhares de pessoas. E é justamente isso o que aconteceu com a população de São Vicente quando o governador João Doria decidiu autorizar o início das obras da segunda fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que fará a ligação entre a Avenida Conselheiro Nébias e o Terminal Valongo, ambos em Santos.

Não que a obra não seja importante, pelo contrário, ela é. Mas, por não ouvir a população local e não planejar de forma a considerar as necessidades da Baixada Santista, Doria perdeu a chance de adiantar a fase três, que é muito mais relevante e urgente. Essa fase ligaria a área continental de São Vicente à área insular, começando no Terminal Samaritá e indo até a Ponte dos Barreiros. Isso aconteceria numa região em que a população carece de opções de acesso aos municípios vizinhos.

A fase três faria uma ligação que iria, praticamente, da Praia Grande até Santos, trazendo grandes ganhos para a mobilidade urbana. 

Antes de autorizar a segunda fase, Doria se reuniu com alguns parlamentares da região, que o agradam. Por minha postura crítica em relação ao governo, não fui convidado para debater o assunto. Uma pena, pois, numa democracia, todos os pontos de vista, ainda que divergentes, devem ser ouvidos pensando no bem maior: oferecer o melhor serviço ao povo, que é quem paga por essas obras. 

O que assusta é que muito provavelmente essa fase das obras não ficará pronta até o fim do seu mandato, já que demorou tanto para ser autorizada. A primeira fase do VLT levou mais de quatro anos para ser implantada e somente após um ano e meio de mandato Doria autorizou outra fase. Se o ritmo for mantido, os moradores e trabalhadores que precisam da terceira fase terão que esperar por vários anos. 

Particularmente, não esperava muito do Governo. Desde quando assumiu, e suspendeu mais de R$ 60 milhões que deveriam ser investidos em obras de infraestrutura urbana na Baixada, Doria demonstra que não dá à nossa região a atenção que ela merece. Um outro exemplo é a Ponte dos Barreiros, que só foi reaberta quando o Governo Federal destinou R$ 57,3 milhões para a recuperação de sua infraestrutura. 

Governador, a Baixada Santista é uma região estratégica para o Estado de São Paulo e merece mais atenção. Ouça o seu povo, atenda às suas necessidades e cumpra o papel de zelar pela população.

Tenente Coimbra, deputado estadual