Tenente Coimbra - A não autorização da temporada de cruzeiros e o prejuízo financeiro

É importante informar que os cruzeiros tem previsão de gerar 2,5 bilhões na economia nacional e pode gerar até 35 mil empregos diretos e indiretos

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23 SET 2021Por Artigo06h20
Tenente Coimbra, deputado estadualTenente Coimbra, deputado estadualFoto: DIVULGAÇÃO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que, neste momento, não autoriza a realização da temporada de cruzeiros marítimos 21/22 em toda a costa brasileira. No Porto de Santos, o mais importante ponto para embarque de passageiros do País, o Terminal Concais já havia divulgado a previsão de início da temporada para 5 de novembro.

A Anvisa afirma que, neste momento, não é possível autorizar a circulação de cruzeiros pelos portos brasileiros, infelizmente. A autorização era aguardada com grande expectativa não só pelas operadoras, mas por muitos que dependem da temporada. 
 
Na semana passada, o Concais divulgou que planejava receber seis navios no cais santista para a nova temporada de cruzeiros marítimos. As embarcações iriam percorrer a costa brasileira até meados de abril.
 
Em nota, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil) afirma que continua trabalhando pela viabilização da temporada e, inclusive, deve participar da reunião com ministros e órgãos competentes e responsáveis pelo assunto. Ainda segundo a associação, "robustos protocolos de segurança foram apresentados pelo setor". “Estes protocolos foram criados por médicos, cientistas e especialistas, em consonância com as autoridades sanitárias de todo o mundo, sempre colocando a segurança dos hóspedes, tripulantes e das cidades visitadas em primeiro lugar”

"Vale destacar que a indústria de cruzeiros é vital para a recuperação econômica nacional e global. A estimativa é de que a temporada deste ano gere um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia nacional - em 2019/2020 foi de R$ 2,24 bilhões - além da geração de 35 mil empregos - em 2019/2020 foram 33.745", finaliza o Ministério do Turismo.

Entre as medidas que estão sendo consideradas pela Clia estão os testes para detectar a Covid-19 antes do embarque e durante a viagem, a reserva de cabines para possíveis quarentenas, a distribuição de pulseiras que detectam aglomerações e um novo sistema de ventilação dentro dos navios. A entidade também está levantando a possibilidade de limitar a ocupação dos cruzeiros para 70% da capacidade máxima.

Diante de todo protocolo que será seguido pelas operadoras, podemos realmente dizer que não é viável autorizar a temporada de cruzeiros? Se esses procedimentos estão dando certo em todo mundo, no Brasil também dará.  

A situação econômica do país está muito complicada e é importante que nossa economia volte a girar. A liberação dos passageiros nos cruzeiros é um passo importante para a região da Baixada Santista e para o Brasil. Essa luta é nossa!

* Tenente Coimbra, deputado estadual