Tenente Coimbra - A fatídica linguagem neutra

Como querer mudar toda uma estrutura de linguagem em um país onde a cada ano aumenta o número de crianças e adolescentes analfabetos?

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29 JUL 2021Por Artigo06h30
Tenente Coimbra, deputado estadualTenente Coimbra, deputado estadualFoto: DIVULGAÇÃO

A linguagem neutra, também chamada de “pronome neutro”, “linguagem não binária” ou “neolinguagem”, é a proposta de adaptação da língua portuguesa para que as pessoas não binárias (quem não se identifica nem com o gênero masculino nem com o feminino) se sintam “representadas”.

Assim, “amigo” ou “amiga” virariam “amigue” ou “amigx”, segundo uma das propostas.

Uma alteração da língua que é proposta por grupos, como essa da linguagem neutra, fica apenas restrita a grupos. É impossível que ela atinja todos os falantes da língua. Isso porque ela não é natural, é acientífica, esse dialeto não tem nenhum embasamento linguístico ou científico.  Hoje essa linguagem é só gíria de uma bolha.

Como querer mudar toda uma estrutura de linguagem em um país onde a cada ano aumenta o número de crianças e adolescentes analfabetos? 

Essas pessoas deveriam "militar" por um Brasil melhor, em ajudar as pessoas a vencerem o analfabetismo - 11 milhões de brasileiros sequer sabem ler ou escrever.

Além disso, não é muito inteligente defender que a linguagem neutra é a melhor maneira para combater o preconceito. Nós sabemos que a pessoa preconceituosa não mudará seu comportamento por conta dessas alterações, já que a intolerância não tem a ver com a gramática, mas sim com o comportamento de cada um.

Para tentar conter movimentos desse tipo temos o projeto das Escolas Cívico-Militares, que têm o objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas e se baseia no alto nível dos colégios militares do Exército, das polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares. O objetivo final é proporcionar a oportunidade de melhoria no ensino e no ambiente, em escolas localizadas em áreas de vulnerabilidade social e com baixa média no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”.

 Os “lutadores” da causa que não conseguem definir se são homens ou mulheres tentam controlar nosso jeito de falar, de pensar e, num futuro próximo, nosso jeito de agir. E aqui cabe um questionamento, porque não lutam pela inclusão da linguagem de sinais, por exemplo?

Não consigo ver sensibilidade alguma em quem defende esse padrão de linguagem porque, em nome de uma ideologia, exclui milhões de brasileiros que enfrentam muitas barreiras para aprender a norma atual. 

Não é inclusivo, é apenas ideológico!

* Tenente Coimbra, deputado estadual