Ao longo do ano, o tema ganhou espaço em debates públicos ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável / Google Gemini/Imagem Gerada por IA
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Eu precisava começar o primeiro artigo do ano com a Saúde Mental. Um ano atrás, logo no início de 2025, durante o lançamento do projeto ColaBora Mundo, o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou a importância da saúde mental.
A fala provocou reflexão entre os presentes sobre o equilíbrio emocional em meio a uma rotina cada vez mais desafiadora, marcada por múltiplas agendas, interações e pressões externas.
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Ao longo do ano, o tema ganhou espaço em debates públicos ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em Salvador, no IV Smart Cities Happy Citizens World Summit, o especialista em Inteligência Emocional, Marcelo Jordão, foi enfático:
“Não existe cidade inteligente sem cidadãos emocionalmente saudáveis; o verdadeiro cumprimento dos ODS começa quando colocamos a saúde mental como alicerce para construir comunidades resilientes e genuinamente felizes.”
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A Agenda 2030 costuma ser interpretada sob a ótica de números e metas infraestruturais. No entanto, 2025 deixou um diagnóstico claro: não haverá cidades inteligentes ou progresso sustentável sobre uma sociedade emocionalmente exaurida.
O assédio moral, o excesso de trabalho e a toxicidade das redes sociais tornaram-se as “novas poluições” do século. Elas degradam o capital humano com a mesma intensidade que as mudanças climáticas afetam o meio ambiente.
Sem enfrentar a falta de empatia e a ausência de gratidão que corroem os vínculos sociais, as metas dos ODS correm o risco de se tornarem apenas estatísticas em relatórios.
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Cuidar da mente não é luxo individual, mas estratégia de sobrevivência coletiva. Para que os ODS sejam alcançados, a saúde mental precisa sair dos anexos e ocupar o centro das políticas públicas e das culturas corporativas. Afinal, cidades resilientes são feitas, antes de tudo, de pessoas emocionalmente saudáveis.
A saúde mental, cada vez mais reconhecida como parte essencial da qualidade de vida, ganhou espaço nas agendas internacionais e nacionais.
No Brasil e no mundo, cresce a percepção de que não há desenvolvimento sustentável sem o cuidado integral da mente e das emoções.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais já representam uma das principais causas de incapacidade laboral e impacto social.
Esse cenário conecta-se diretamente ao ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, que estabelece como meta assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Apesar dos avanços, o estigma social, a falta de investimento em políticas públicas e a escassez de profissionais especializados ainda são barreiras significativas. Por outro lado, cresce o número de iniciativas que integram saúde mental em escolas, empresas e comunidades, reforçando o papel da cooperação interinstitucional (ODS 17) para ampliar o acesso e a conscientização.
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A saúde mental é um pilar indispensável para o cumprimento da Agenda 2030. Sem ela, não há prosperidade, inclusão ou paz duradoura. Incorporar o cuidado emocional às políticas públicas, às práticas empresariais e às ações comunitárias é fundamental para que os ODS sejam alcançados de forma plena e equitativa.
Cuidar da mente é cuidar do futuro. E os ODS na prática, são feito por pessoas.
* Fábio Tatsubô - Coordenador Regional BS Movimento Nacional ODS SP