A primeira etapa, considerada a mais relevante, são as conferências livres municipais, espaços em que a sociedade exerce protagonismo e participação ativa / Nair Bueno/DL
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O trabalho realizado nos últimos anos para implementar boas práticas nos territórios, liderado pela Comissão Nacional dos ODS (CNODS) da Secretaria-Geral da Presidência da República, está prestes a se tornar política pública com a realização da 1ª Conferência Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Esse processo representa um avanço importante para consolidar os ODS como política de Estado. A primeira etapa, considerada a mais relevante, são as conferências livres municipais, espaços em que a sociedade exerce protagonismo e participação ativa.
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Em Santos, o movimento já começou. No dia 12 de fevereiro, durante a reunião do Comitê ODS da Prefeitura de Santos, foi realizada a primeira reunião preparatória para a Conferência Livre ODS. O encontro integrou o
Movimento ODS Santos, que reúne sociedade civil, iniciativa privada e universidades, e teve como objetivo apresentar a jornada e eleger a comissão organizadora da etapa municipal, composta por representantes do poder público e da sociedade civil.
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Presidente: Bruno Gonçalves, chefe da Seção de Apoio às Políticas de Desenvolvimento Sustentável
Vice-presidente: Marcus Salles, fundador e presidente do Instituto Caleidoscópio
Representantes da sociedade civil: Eloísa Esteves (voluntária) e Victoria Dias (engenheira de software)
Representantes do Comitê ODS: Marly Alvarez e Rafael Miguel dos Santos
A participação da sociedade civil foi marcante, com grande engajamento e propósito coletivo, inspirando os membros do Comitê ODS Santos a ampliar seu protagonismo.
A Conferência Livre ODS de Santos já tem data marcada: 31 de março de 2026. O local será divulgado após o Carnaval.
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A 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável inaugura um amplo processo de mobilização social, diálogo democrático e participação cidadã em torno da Agenda 2030 e da implementação dos ODS no Brasil.
Ao longo de 2026, o processo reunirá poder público e sociedade civil em etapas descentralizadas, digitais e presenciais, com o objetivo de avaliar avanços, identificar desafios e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à defesa dos direitos humanos e à redução das desigualdades.
O processo conferencial está organizado de forma descentralizada e participativa, garantindo diversidade de vozes e capilaridade territorial. As etapas incluem:
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Conferências Estaduais e do Distrito Federal e Conferências Livres até 30 de abril de 2026
Etapa Digital Nacional, de 1º a 20 de maio de 2026, pela Plataforma Brasil Participativo (GOV.br)
Etapa Nacional, de 29 de junho a 2 de julho de 2026, reunindo delegados eleitos, convidados e observadores
Com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável”, a Conferência reafirma a Agenda 2030 como instrumento estratégico de planejamento e desenvolvimento territorial.
Ao valorizar experiências locais, regionais e nacionais já em curso, o processo fortalece a articulação entre diferentes atores sociais, estimula a cooperação multissetorial e contribui para a institucionalização da Agenda 2030 nas políticas públicas brasileiras.
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A CNODS organizou o Documento Orientador com o caminho coletivo da Conferência: explica etapas, apresenta tema e eixos, detalha prazos, regras de participação e o processo de escolha das delegações. Sua leitura é essencial para participar de forma qualificada, fortalecer a democracia e construir propostas que dialoguem com os desafios reais dos territórios.
Parabéns ao Lavito Bacarissa, secretário executivo da CNODS, e a toda equipe pelo empenho em conectar territórios e transformar os ODS em política pública de Estado.