Caio, da Marimex / DIVULGAÇÃO
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Celebrar o aniversário de Santos é, inevitavelmente, reconhecer sua importância histórica. Mas limitar a cidade ao simbolismo do passado é insuficiente diante do papel que ela exerce hoje na economia brasileira. Santos é um ativo estratégico nacional.
A cidade, que chega aos 480 anos de história, abriga o maior porto da América Latina, responsável por cerca de um terço do comércio exterior do Brasil. O Porto de Santos conecta o Brasil aos principais mercados globais e sustenta cadeias produtivas que vão muito além da Baixada Santista, muito além do que está ao alcance dos olhos santistas.
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Além de cargas, o Porto de Santos movimenta decisões econômicas, investimentos, empregos e competitividade. Em 2025, o complexo portuário voltou a registrar recordes de movimentação, confirmando uma tendência de crescimento consistente nos últimos anos.
Esse desempenho reflete a força da indústria, do agronegócio, do comércio exterior e do turismo marítimo, que reposiciona a cidade no mapa internacional.
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Relembrando uma frase que já disse aqui nesse espaço: quando Santos funciona bem, o Brasil inteiro sente os efeitos positivos; quando enfrenta gargalos, o impacto também se espalha por toda a economia.
Esse protagonismo traz responsabilidades. O crescimento do setor logístico e portuário amplia a necessidade de infraestrutura compatível, planejamento urbano e governança integrada. Santos é hoje um dos principais nós logísticos do Brasil, mas convive com limitações de acesso, mobilidade urbana pressionada e uma relação porto-cidade que ainda exige amadurecimento.
O setor cresce muito e determina a necessidade de expansão da área portuária, mas essa ampliação precisa ocorrer de forma coordenada, respeitando regras claras e a convivência com a cidade.
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O debate sobre o futuro de Santos passa, necessariamente, pela compreensão de que todos os agentes da cadeia de importação e exportação são essenciais para o funcionamento do porto, algo também que repito com frequência: todo agente tem um papel relevante no fluxo de cargas. Sem essa coordenação, o risco é transformar crescimento em desequilíbrio.
Projetos estruturantes estão em andamento, investimentos públicos e privados foram anunciados e a expectativa de modernização é real. Ainda assim, a história recente mostra que Santos conviveu com muitas promessas e poucas entregas efetivas.
Por isso, comemorar resultados deve caminhar junto com a cobrança por execução, prazos cumpridos e decisões alinhadas ao interesse coletivo. Podemos chegar aos 500 anos muito melhor, como cidade exemplo para todo o Brasil. Cidade que superou gargalos e alcançou a tão sonhada harmonia entre porto e cidade.
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No aniversário da cidade, o olhar precisa ir além da celebração. Santos não é apenas um patrimônio histórico, é uma engrenagem central do desenvolvimento nacional.
Parabéns a todos que constroem essa história.
Santos, 480 anos!
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