Rosana Valle - É preciso conter ameaça de fungo à banana do País e do Vale do Ribeira

Recebi o alerta dos agricultores meus amigos do Vale do Ribeira de que o fungo, que dizimou plantações na Ásia e África, chegou à Colômbia e agora ao Peru, perto da nossa fronteira

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26 MAI 2021Por Artigo06h40
Rosana Valle, deputada federalRosana Valle, deputada federalFoto: DIVULGAÇÃO

Solicitei informações à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre a iminente chegada do fungo conhecido popularmente como Mal do Panamá, R4T, que mata bananeiras e pode ameaçar a produção dos bananicultores do País. 

O fungo ameaça também o Vale do Ribeira, região responsável pelo abastecimento de 80% da fruta no Estado de São Paulo.

Recebi o alerta dos agricultores meus amigos do Vale do Ribeira de que o fungo, que dizimou plantações na Ásia e África, chegou à Colômbia e agora ao Peru, perto da nossa fronteira.

O problema surge justamente em uma época de pandemia, quando a fome é uma realidade cruel no Brasil. Sabemos que uma ameaça ao cultivo da banana pode significar um problema sem precedentes aos brasileiros, já que a fruta ajuda a matar a fome de muita gente no País.

O plantio de banana no Brasil é de 500 mil hectares. No Estado de São Paulo, 7 mil produtores são responsáveis por 50 mil hectares. Na região do Vale do Ribeira, 4 mil produtores plantam banana em  30 mil hectares. Este representa 80% do PIB da região.
 
Ou seja, estamos falando de alimento, renda e empregos garantidos pela banana. Por isso, precisamos reforçar a vigilância sanitária nas fronteiras, informar preventivamente os agricultores e buscar ajuda na Embrapa, que faz estudos para desenvolver uma variedade de bananeira resistente ao fungo.

Pedi informações sobre a resistência e susceptibilidade ao fungo das variedades presentes no Brasil. Precisamos conhecer a capacidade de vigilância e efetividade de barreiras fitossanitárias, bem como os avanços e iniciativas em pesquisa e desenvolvimento para evitar a entrada desse fungo no país e combatê-lo, caso as medidas sanitárias não consigam evitar a chegada.

Não há cura para a doença, que já foi alvo de alerta fitossanitário da FAO (Fundação da ONU para a Alimentação e Agricultura).  

Diante da gravidade da situação, as autoridades sanitárias têm que tomar medidas urgentes para evitar que essa doença se alastre pelo país, causando prejuízos aos produtores e desestabilizando a cadeia produtiva, gerando desemprego e fome.

* Rosana Valle, deputada federal