Prêmio ODS Educação Litoral: O papel das boas práticas ODS na formação de uma geração sustentável

Iniciativa ligada à Agenda 2030 da ONU valoriza práticas pedagógicas de impacto ambiental e social no ecossistema escolar

Fotografia colorida, em plano médio e horizontal, mostrando uma sala de aula interativa onde estudantes e educadoras se reúnem ao redor de uma grande maquete sustentável. No centro, uma professora de blusa verde e cabelos cacheados conversa com um grupo de jovens que usam uniformes escolares brancos com golas e mangas em tons de azul e amarelo. À direita, uma diretora ou coordenadora negra, vestindo um blazer azul-escuro sobre blusa branca, observa a atividade com atenção. Os alunos estão distribuídos ao redor de uma mesa de madeira que sustenta uma maquete detalhada de uma comunidade ecológica, contendo prédios com painéis solares, turbina eólica em miniatura, áreas agrícolas e uma representação de horta e litoral com vegetação nativa. Ao fundo, a parede da sala é decorada com um mural pintado à mão, muito colorido, que ilustra elementos da Agenda 2030 e dos ODS, como o sol, árvores, painéis fotovoltaicos, recursos hídricos e uma balança representando a justiça social. No lado esquerdo, grandes janelas de vidro iluminam o ambiente, e no parapeito há várias garrafas plásticas reaproveitadas como vasos de plantas, funcionando como uma pequena horta vertical. Ao fundo, à direita, outros estudantes aparecem sentados em suas carteiras trabalhando em cadernos.

Prêmio ODS Educação Litoral reconhece projetos de sustentabilidade criados por professores e diretores em escolas da região (Imagem Gerada por IA/Google Gemini)

Por Fábio Tatsubô

Continua após a publicidade

A Agenda 2030 da ONU trouxe ao mundo um chamado urgente: transformar nossas formas de viver, produzir e educar para garantir um futuro mais justo, inclusivo e sustentável. Nesse contexto, o papel das boas práticas ODS na educação é essencial, pois é na escola que se formam os valores, os conhecimentos e as atitudes que moldam a sociedade de amanhã

Professores e diretoras são protagonistas dessa transformação. Ao desenvolver projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), eles não apenas ensinam conteúdos, mas inspiram seus alunos a se tornarem cidadãos conscientes, capazes de pensar soluções criativas para os desafios ambientais, sociais e econômicos.

Nesse cenário, a escola se torna um espaço estratégico, pois é nela que se formam os valores, os conhecimentos e as atitudes que moldarão a sociedade de amanhã. Professores e diretoras são protagonistas dessa transformação, já que ao desenvolver projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), não apenas transmitem conteúdos, mas inspiram seus alunos a se tornarem cidadãos conscientes, capazes de pensar soluções criativas para os desafios ambientais, sociais e econômicos.

Continua após a publicidade

O Prêmio ODS Educação Litoral surge justamente para valorizar e reconhecer esse trabalho. Mais do que uma certificação ou troféu, o prêmio é um gesto de reconhecimento público às práticas que promovem inclusão e inovação, fortalecem a sustentabilidade, geram impacto positivo nas comunidades locais e inspiram novas gerações para um mundo mais equilibrado e justo. Ao premiar professores e diretoras, o Movimento ODS Santos reforça que a educação é a chave para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Cada projeto reconhecido é uma semente plantada para que crianças e jovens cresçam entendendo que reduzir, reutilizar e reciclar não são apenas conceitos, mas práticas de vida.

Entre os objetivos da premiação estão valorizar professores e diretores que lideram práticas sustentáveis, estimular o protagonismo estudantil em ações ambientais, fortalecer a difusão dos ODS no cotidiano escolar e promover parcerias regionais entre escolas, empresas e sociedade civil. Essa iniciativa se conecta a um panorama nacional que mostra tanto avanços quanto desafios. O mapeamento realizado pela USP em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (2025–2026) identificou 203 organizações atuando em educação climática em todas as regiões do Brasil, formou 14,5 mil educadores em práticas de educomunicação e gestão climática e criou um banco de dados público no Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação em Educação Ambiental (MonitoraEA).

Continua após a publicidade

Os impactos da crise climática na educação também são evidentes: 1,17 milhão de estudantes tiveram aulas interrompidas por eventos extremos como enchentes e secas; mais de 2,5 milhões de crianças estudam em áreas até 3°C mais quentes que a média das cidades; e cerca de 15 milhões de jovens do ensino médio estão em escolas com baixa resiliência a inundações. No âmbito do ODS 4 – Educação de Qualidade, o Brasil monitora 12 indicadores oficiais ligados à educação, mas apenas 5 estão plenamente produzidos, enquanto outros 3 estão em análise e 3 em construção, o que mostra que ainda há desafios para consolidar dados nacionais sobre a integração dos ODS na educação.

A importância dos ODS nas escolas é clara: eles contribuem para a formação cidadã, desenvolvendo empatia, pensamento crítico e colaboração; conectam o aprendizado à realidade, tornando-o mais prático e significativo; e reforçam o papel das instituições de ensino como protagonistas na construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Para avançar, é necessário expandir programas de capacitação docente em ODS e clima, integrar os ODS à BNCC e aos currículos escolares de forma transversal, fortalecer parcerias locais entre escolas, coletivos e órgãos públicos e monitorar com maior precisão os indicadores nacionais para avaliar o impacto das práticas.

* Fábio Tatsubô – Coordenador Regional BS do Movimento Nacional ODS SP