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Sua evolução está profundamente entrelaçada à de empresas, trabalhadores e famílias que, geração após geração, ajudaram a moldar a dinâmica portuária
Celebração tem origem em 2 de fevereiro de 1892, data da inauguração do primeiro trecho do cais contínuo da então Companhia Docas de Santos / Divulgação/Porto de Santos
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Quando se diz que o Porto de Santos completa 134 anos, o marco não se refere ao início da atividade portuária na cidade, que remonta ao século XVI, mas ao nascimento do porto organizado brasileiro. A celebração tem origem em 2 de fevereiro de 1892, data da inauguração do primeiro trecho do cais contínuo da então Companhia Docas de Santos, quando Santos passou a operar sob uma lógica moderna de infraestrutura, gestão e governança portuária.
A partir desse momento, o porto atravessou ciclos decisivos da economia nacional, do café à industrialização, da abertura comercial à globalização, reinventando-se continuamente para acompanhar as transformações tecnológicas, produtivas e logísticas do país. Essa trajetória explica por que Santos deixou de ser apenas um ponto de embarque regional para se consolidar, ao longo de mais de um século, como o principal elo do Brasil com o comércio internacional.
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Mas o Porto de Santos não construiu essa história sozinho. Sua evolução está profundamente entrelaçada à de empresas, trabalhadores e famílias que, geração após geração, ajudaram a moldar a dinâmica portuária. Em um país onde menos de 0,01% das empresas conseguem ultrapassar a marca de 100 anos de existência, histórias longevas são exceções que merecem ser destacadas.
É nesse contexto que se insere a trajetória da Marimex, que caminha para completar 100 anos de atuação em 2027. Empresas assim não apenas testemunham as transformações do porto, como participam ativamente delas, da operação manual à automação, do ciclo do café à diversidade de cargas, da logística fragmentada às cadeias globais integradas, da infraestrutura limitada a um processo de modernização sem precedentes. São histórias que se confundem com a própria evolução do Porto e da cidade.
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Para quem vive o Porto de perto, ele deixa de ser apenas um equipamento logístico e passa a ser um verdadeiro ambiente formador. Ao longo de décadas, e seguindo o legado de meu pai, construí minha vida profissional nesse ecossistema, acompanhando mudanças regulatórias, ciclos de expansão, momentos de crise e de retomada. Essa vivência me proporcionou uma compreensão profunda de como o Porto impacta não apenas a economia, mas também a cidade e as pessoas que dela fazem parte.
Hoje, ao comemorar 134 anos, o Porto de Santos vive um momento de expectativas positivas, com investimentos relevantes, projetos estruturantes e sucessivos recordes operacionais. A própria história do Porto, no entanto, ensina que crescimento, por si só, não basta. É fundamental que a expansão venha acompanhada de integração com a cidade, respeito ao ambiente urbano e segurança jurídica para quem investe, trabalha e constrói relações de longo prazo.
Celebrar o aniversário do Porto é reconhecer o passado, valorizar quem ajudou a construí-lo e reafirmar o compromisso com um futuro sustentável. Tenho uma vida construída aqui e um imenso amor por essa gigante engrenagem. Que os próximos anos sigam sendo escritos com diálogo, responsabilidade e visão de longo prazo. Parabéns a todos que fazem o Porto de Santos.
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