Nilton C. Tristão: Universos paralelos

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10 JUN 2020Por Da Reportagem10h10
Foto: DIVULGAÇÃO

Por Nilton Cesar Tristão

Proeminentes e respeitados cientistas do mundo inteiro consideram que não há limitações matemáticas e/ou físicas para existência de universos paralelos a este em que se manifesta nossa existência. Por mais perturbadora e inquietante que seja essa ideia, o conceito apresentado é que vivemos numa bolha gigantesca em meio a intermináveis outras. Ou seja, a realidade que vivenciamos é apenas uma, dentre uma infinidade delas, inclusive com a possibilidade desses mundos se interagirem entre si, tal como é descrito no conto "Alice no país das maravilhas".

Essa tese prevê alguns tipos de arquétipos de realidades alternativas: aqueles que existem no extremo de nosso universo observável, e outros em meio à energia escura num espaço denominado de multiverso. São mundos simétricos sem comunicação, que possuem verdades próprias, mas tão reais quanto a que estamos presenciando nesse exato momento. Através dessas outras dimensões de espaço, tempo e matéria, há cópias perfeitas de sua pessoa, que podem estar realizando todos os desejos e projetos que você sonhou para sua vida terrena.

O surgimento de tais preceitos foi possível graças a Albert Einstein, que através da teorização de que a luz se manifestava tanto no estado de onda quanto de partícula, abriu as portas e deu o ponto de desencadeamento para o surgimento da mecânica quântica. Diante desse inusitado universo, todas as noções do senso comum foram por água abaixo. Onde uma partícula pode se manifestar, em momentos distintos, na forma de onda, e vice versa, e estar em vários lugares ao mesmo tempo. Essa é a base para possibilidade da ocorrência de versões distintas da história.

Mas como essa coexistência é possível, se presenciamos apenas uma parte da realidade? Segundo Hugh Everett, cada vez que observamos, interagimos ou medimos o mundo ao nosso redor, obrigamos o universo e nós mesmos a se dividir. Dessa forma, produzimos a realidade que iremos vivenciar, mas isso não é um impedimento para que outras possibilidades e versões de mundos continuem existindo. Em resumo, para todos que se consideram inconformados, insatisfeitos ou revoltados com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, dentro das premissas apresentadas, caso sejam verdadeiras, há mundo onde no ano de 2018, Fernando Haddad venceu.

Nilton Cesar Tristão, cientista político