Intolerância religiosa não começa com agressão física / Pixabay
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21 de janeiro não é só uma data.
É um espelho.
Hoje falamos sobre intolerância religiosa.
Mas a pergunta que quase ninguém faz é:
“Quem decide qual fé é aceita e qual deve ser silenciada?”
Intolerância religiosa não começa com agressão física.
Ela começa no riso disfarçado.
Na piada “inofensiva”.
No olhar de desdém.
Na tentativa de deslegitimar a crença do outro como se fosse ignorância, loucura ou
ameaça.
Ela nasce quando alguém diz:
“Isso não é religião.”
“Isso é coisa do demônio.”
“Isso não é espiritualidade de verdade.”
A fé do outro não precisa ser compreendida para ser respeitada.
Ela precisa apenas existir sem ser atacada.
O que chamamos de intolerância religiosa é, na verdade, medo.
Medo do que não se controla.
Medo do que não se encaixa.
Medo da liberdade espiritual que não pede permissão.
O Brasil é plural.
Espiritualmente diverso.
E profundamente contraditório.
Porque enquanto exaltamos a fé, ainda tentamos hierarquizá-la.
Hoje não é um dia para discursos vazios.
É um dia para rever atitudes.
Palavras.
Silêncios.
Respeitar a fé do outro não diminui a sua.
Ao contrário: revela o quanto ela é sólida.
Que 21 de janeiro não seja apenas uma data lembrada.
Que seja um ponto de ruptura.
Entre o julgamento e o respeito.
Entre o medo e a consciência.
Entre a intolerância e a verdadeira espiritualidade.