Artigo

Intolerância religiosa

21 de janeiro não é só uma data

Sunna Tarot Terapêutico - Encontro Cósmico

Publicado em 21/01/2026 às 14:57

Atualizado em 21/01/2026 às 15:03

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Intolerância religiosa não começa com agressão física / Pixabay

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21 de janeiro não é só uma data.

É um espelho.

Hoje falamos sobre intolerância religiosa.

Mas a pergunta que quase ninguém faz é:

“Quem decide qual fé é aceita e qual deve ser silenciada?”

Intolerância religiosa não começa com agressão física.

Ela começa no riso disfarçado.

Na piada “inofensiva”.

No olhar de desdém.

Na tentativa de deslegitimar a crença do outro como se fosse ignorância, loucura ou
ameaça.

Ela nasce quando alguém diz:

“Isso não é religião.”

“Isso é coisa do demônio.”

“Isso não é espiritualidade de verdade.”

A fé do outro não precisa ser compreendida para ser respeitada.

Ela precisa apenas existir sem ser atacada.

O que chamamos de intolerância religiosa é, na verdade, medo.

Medo do que não se controla.

Medo do que não se encaixa.

Medo da liberdade espiritual que não pede permissão.

O Brasil é plural.

Espiritualmente diverso.

E profundamente contraditório.

Porque enquanto exaltamos a fé, ainda tentamos hierarquizá-la.

Hoje não é um dia para discursos vazios.

É um dia para rever atitudes.

Palavras.

Silêncios.

Respeitar a fé do outro não diminui a sua.

Ao contrário: revela o quanto ela é sólida.

Que 21 de janeiro não seja apenas uma data lembrada.

Que seja um ponto de ruptura.

Entre o julgamento e o respeito.

Entre o medo e a consciência.
Entre a intolerância e a verdadeira espiritualidade.

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