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Conferência Livre ODS de Santos: um marco de participação cidadã

Santos elege delegados e define propostas para a Conferência Nacional dos ODS, consolidando a cidade como referência em políticas públicas

Fábio Tatsubô - Coordenador Regional BS do Movimento Nacional ODS SP

Publicado em 04/04/2026 às 08:00

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A conferência foi organizada em torno de seis eixos temáticos, que refletem os desafios mais urgentes da atualidade / Renan Lousada/Diário do Litoral

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Na última terça-feira (31), o Paço Municipal de Santos foi palco de um encontro histórico: a Con-ferência Livre ODS, que reuniu representantes da sociedade civil, coletivos, organizações, univer-sidades e grupos comunitários. O objetivo foi eleger o delegado que representará a cidade na Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), marcada para o fim de junho, além de definir propostas que traduzem os desafios e prioridades locais.

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Estarei representando nossa cidade como delegado titular. Ao meu lado, como suplentes alta-mente engajados, estão a querida jornalista Addriana Cutino, o coordenador do Núcleo ODS da Área Continental de Santos, Gerson Bento, e a dedicada diretora escolar Paloma Paulino.

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A conferência foi organizada em torno de seis eixos temáticos, que refletem os desafios mais urgentes da atualidade. A abertura ficou a cargo de Nina Orlow, coordenadora do Movimento Nacional para os ODS SP, que destacou a importância da visão integrada da Agenda 2030: saúde, educação, trabalho e alimentação não podem ser pensados isoladamente, mas como partes de um mesmo sistema.

As palestras e grupos de discussão estimularam os participantes a analisar a realidade local, le-vantar problemas e propor soluções. Essa dinâmica reforçou o caráter democrático e colabora-tivo do encontro.

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Entre as principais propostas definidas, destacam-se:

- Democracia e instituições fortes: fortalecimento de lideranças comunitárias, incentivo à parti-cipação cidadã e maior transparência nas políticas públicas.
- Sustentabilidade ambiental: rastreabilidade de áreas vulneráveis, soluções baseadas na nature-za e valorização dos saberes locais.
- Inclusão social e combate às desigualdades: escuta qualificada de grupos vulnerabilizados, edu-cação cidadã e políticas baseadas em dados.
- Inovação tecnológica: incentivo a projetos de lei que fomentem tecnologia sustentável, intero-perabilidade de dados e fortalecimento da cibersegurança.
- Governança participativa: criação do Observatório ODS Santos, uma plataforma colaborativa para monitorar indicadores e metas.
- Colaboração multissetorial e financiamento: cláusulas de desempenho em contratos de con-cessão e PPPs, além de mecanismos de cofinanciamento e parcerias internacionais.

O secretário-executivo da Comissão Nacional para os ODS, Lavito Bacarissa, ressaltou que a Conferência Nacional busca aproximar a Agenda 2030 da realidade brasileira, traduzindo seus princípios em ações concretas. A iniciativa pretende atualizar o plano de trabalho da Comissão Nacional, definir prioridades e gerar subsídios para a agenda pós-2030.

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Se me falassem há dez anos, quando iniciei a jornada dos ODS, que um dia tantas cidades do País estariam realizando conferências livres, debatendo a implementação dos conceitos e boas práti-cas em políticas públicas, escalando das esferas locais até a nacional, eu seria incrédulo. Diria aquilo que tantas vezes ouvi: “é utopia”.

Ainda mais diante da desintegração da CNODS no governo passado, somada aos efeitos da pan-demia e à polarização que só atrapalha e impede que avancemos juntos, reestruturar todos os Estados novamente em um país continental como o nosso me parecia impossível. Mas não é!

Lavito Bacarissa, secretário-executivo da CNODS, conseguiu conectar todos, todas e todes por todo o Brasil. Desenvolveu o programa Meu Município pelos ODS, um pacote de benefícios para as Prefeituras, e iniciou a jornada da Conferência Nacional para os ODS. Esse movimento mostra que, apesar dos desafios, é possível reconstruir, mobilizar e avançar coletivamente.

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Nossa cidade está se tornando referência em política pública para os ODS, com participação e protagonismo de todos. Santos já ajuda outras cidades a realizarem suas conferências, trans-formando, impactando e avançando. Trabalhamos juntos para garantir uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável para esta e as próximas gerações.

Bora para a etapa estadual!

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