Artigo - Dicas para se defender de fraudes na Black Friday

Para não cair na 'Black Fraude': veja as principais dicas da delegada Raquel Gallinati

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19 NOV 2020Por Artigo10h10
Delegada Raquel Gallinati, presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo)Foto: DIVULGAÇÃO

Por Raquel Gallinati

No próximo dia 27 de novembro, será realizada no Brasil a Black Friday, um dia que os consumidores aguardam ansiosamente para aproveitar promoções realizadas pelas maiores lojas de varejo do Brasil, praticamente em todos os setores, tanto em suas unidades físicas quanto no comércio online.

Para não cair na “Black Fraude”, ou comprar seu produto “pela metade do dobro”,elaboramos uma lista com dicas de cuidados que as pessoas precisam tomar ao comprar nesse dia.

Como em todas as datas festivas, a exemplo do Natal e Dia das Crianças, a Black Friday é propícia para a ação dos estelionatários, que se aproveitam da disposição das pessoas para as compras e aplicam golpes.

A primeira dica é já começar a acompanhar os preços do produto que você pretende comprar pra saber se ele realmente será vendido mais barato. Muitas lojas dobram o preço dias antes e anunciam 50% de desconto.

“É o já famoso pagar a metade do dobro”, lembra Raquel. “A loja cria uma falsa promoção e dá a entender que o produto está mais barato, quando na verdade é vendido pelo mesmo preço”.

Antes de qualquer compra, verifique a reputação do vendedor em sites como o Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br). Vendedores com muitas reclamações tendem a ser mais problemáticos.

Veja as principais dicas:
O golpe - Cuidado com sites clonados – marginais criam cópias de sites conhecidos e anunciam em redes sociais com preços muito vantajosos. A vítima clica no link e já é direcionada para o site “fake”, onde faz as compras e registra os dados do seu cartão de crédito, que acaba clonado também. A vítima não recebe o produto comprado e ainda pode ter instalado programas espiões em seu dispositivo.

Como evitar – Nunca clicar em links. Se achou a oferta atrativa, saia da rede social e acesse diretamente o site da loja digitando o endereço eletrônico no navegador. No site correto, busque o produto, confirma o preço e faça a compra. Nunca clique em imagens com o logotipo da loja e “clique aqui” para acessar.

O golpe – Brindes e ofertas recebidas por whatsapp – quadrilhas lançam no whatsapp o anúncio de uma falsa oferta com compra por telefone, que as pessoas compartilham de forma inocente. Quando a vítima liga para o número, já fala com o estelionatário, que “negocia” o produto e pede a transferência do valor combinado.
Como evitar – Não telefone para números recebidos por whatsapp ou qualquer outra rede social. Toda promoção excessivamente atrativa é suspeita. Desconfie.

Caí no golpe. E agora?
Acione a Polícia Civil para registar a ocorrência com o maior número possível de informações, como prints de conversas, números de telefone, links falsos e perfis de redes sociais onde eles são divulgados.

Também é necessário cancelar o cartão utilizado na transação e verificar se não foi instalado um arquivo espião para furtar senhas do computador ou celular onde a compra foi efetivada.

Quando o produto adquirido online não corresponde à expectativa do consumidor, ele tem uma semana para desistir da compra e pedir todo o valor pago de volta, mesmo que o produto não esteja com defeito ou danificado.

Raquel Gallinati, delegada e presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo)