Tenente Coimbra: Infantaria, a principal força combativa dos exércitos

A Infantaria mostra seu valor em missões humanitárias e de logística para servir à população brasileira

Comentar
Compartilhar
27 MAI 2020Por Da Reportagem10h10
Foto: DIVULGAÇÃO

Por Tenente Coimbra

Em 24 de maio de 1810, no sertão do Ceará, nasceu o Brigadeiro Antônio Sampaio, conhecido como o “Bravo dos Bravos”. Participou de inúmeras batalhas dentro e fora do Brasil, como Cabanagem; Balaiada; Guerra dos Farrapos; Combate à Oribe (Uruguai); Combate à Monte Caseros (Argentina) e a Tomada do Paissandu (Uruguai). Sampaio ficou conhecido pela sua atuação durante a Guerra da Tríplice Aliança, contra o Paraguai, em 1866, quando mostrou todo o seu heroísmo durante a Batalha de Tuiuti, que ocorreu no dia do seu aniversário. Ferido, ele foi alçado à condição de herói nacional neste dia. Suas demonstrações de bravura e inteligência o levaram a galgar os postos mais altos do Exército e foi condecorado pelo imperador Dom Pedro II por seis vezes. Não foi por acaso, portanto, que ganhou o posto de Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro, por meio do Decreto nº 51.429, de 13 de março de 1962. 

Por causa de Sampaio, o 24 de maio ficou conhecido como Dia da Infantaria, aquela que é a mais antiga arma do Exército. Para quem não sabe, a Infantaria é formada por soldados altamente capacitados para combater em todos os tipos de terreno, em condições extremas e sob quaisquer condições meteorológicas. 

Atuando nas trincheiras, cara a cara com o inimigo, seus membros têm a missão de conquistar terreno, aproveitando a capacidade de progredir em pequenas frações. Arma do “fogo e movimento”, a Infantaria combate corpo a corpo com o inimigo, para neutralizá-lo. Por isso, o soldado de Infantaria representa a principal força combativa dos exércitos.
 
Mas a Infantaria não atua apenas em missões de guerra. Nós, infantes, nos dedicamos a proteger e auxiliar a nação em todos os momentos. Atuamos na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti; na Jornada Mundial da Juventude, durante a visita do papa ao Brasil, em 2013; na Copa do Mundo de 2014; nas Olimpíadas de 2016 e na intervenção federal no Rio de Janeiro, para garantir a segurança da população. 

Agora, com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a Infantaria mostra seu valor em missões humanitárias e de logística para servir à população brasileira. Atuamos onde estiver nosso povo, para ajudar a contornar as crises que porventura surgirem. Nossa coragem e patriotismo são comprovados todos os dias, na busca para proteger e melhorar a vida de todos.   

No 24 de maio carregado de tantos símbolos importantes, como patriotismo, coragem e heroísmo, quero deixar meu reconhecimento e agradecimento a todos os infantes, irmãos de arma, que servem ao nosso país com dedicação. Brasil acima de tudo!

Tenente Coimbra, deputado estadual