O presidente da França, François Hollande, anunciou que apresentará ao Parlamento na quarta-feira (18) uma proposta para estender por três meses o estado de emergência, em vigor no país desde os ataques em Paris.
Em discurso nesta segunda-feira (16) no Palácio de Versalhes, Hollande disse que buscará emendar a Constituição para melhorar a forma como o governo lida com situações de crise.
O mandatário quer que a Legislação do país permita que o governo retire a cidadania francesa de pessoas com dupla nacionalidade que apresentem “riscos de terrorismo”.
Dentre os terroristas responsáveis pelos ataques em Paris, está foragido Salah Abdeslam, 26, cidadão franco-belga. Ele alugou o Volkswagen Polo preto que levou terroristas à casa de shows Bataclan, onde foram mortas 89 pessoas.
Hollande também pediu o aumento do orçamento destinado às forças de segurança e ao Exército francês.

“Eu considero que, nessas circunstâncias, o pacto de segurança prevalece sobre o pacto de estabilidade”, disse o presidente, referindo-se aos limites orçamentários estabelecidos para os países da zona do euro.
Na noite de sexta-feira (13), extremistas supostamente ligados à milícia radical Estado Islâmico atacaram diversos pontos da capital francesa, deixando quase 130 mortos e centenas de feridos.
Após os atentados, Hollande anunciou o fechamento das fronteiras do país e estabeleceu o estado de emergência.
Esta é a primeira vez que as autoridades francesas decretam estado de emergência em todo o país desde a Guerra da Argélia (1954-1962). Com a medida, o governo tem poder de controlar o tráfego e fechar espaços públicos.