Nos últimos meses, tornou-se comum o relato de mulheres que afirmam que “está faltando homem” no mercado afetivo. Coincidentemente, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboram essa percepção: na média existem apenas 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil. Mas existem estados que este cenário é bem abaixo.
De acordo com os novos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados na última sexta-feira (17), a situação varia conforme o estado. Em São Paulo, por exemplo, a proporção é de 76 homens para cada 100 mulheres. Já no Rio de Janeiro, na faixa etária acima dos 60 anos, o número cai para cerca de 70 homens para cada 100 mulheres.
Por que isso acontece?
Este cenário não é recente. Dados do Censo 2022 mostraram que a população brasileira era composta por 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens, uma diferença de 6 milhões a favor do público feminino.
As estatísticas indicam que as principais justificativas para esse desequilíbrio são a maior incidência de mortes por acidentes graves, a violência urbana e o menor cuidado com a saúde por parte da população masculina. Historicamente, a PNAD aponta que, em 2012, os homens representavam 48,9% da população, proporção que recuou levemente para 48,8% em 2019 e se manteve estável até 2024.
Cenário natural
Biologicamente, costumam nascer de 3% a 5% mais homens do que mulheres no mundo. No Brasil, contudo, a maioria masculina prevalece apenas até os 24 anos. A partir desta idade, a população feminina passa a ser predominante devido à maior mortalidade precoce de homens por causas externas, como violência e acidentes, além de causas naturais.
‘Capital dos Idosos’
Santos se destaca entre as cidades brasileiras com a maior proporção de idosos em sua população. Segundo o Censo 2022, o município abriga 107 centenários, dos quais 16 são homens e 91 são mulheres. Ao considerar as nove cidades da Baixada Santista, o número de pessoas com 100 anos ou mais sobe para 230, sendo 41 homens e 189 mulheres.


