Espetáculo ‘Vozes Veladas’ resgata obras censuradas da ditadura em Santos

Com ensaio aberto e apresentações gratuitas, o Coletivo (a)gente ocupa espaços públicos da cidade para refletir sobre a repressão de ontem e de hoje

Coletivo santista promove imersão crítica com músicas originais e apresentações gratuitas no Centro

Coletivo santista promove imersão crítica com músicas originais e apresentações gratuitas no Centro | Divulgação

Entre os dias 27 de março, 4 de abril e 9 de maio, Santos recebe o espetáculo cênico-musical Vozes Veladas, que resgata obras censuradas e promove reflexões sobre os impactos da ditadura militar brasileira

Realizada pelo Coletivo (a)gente em parceria com a Cipó Produções, o grupo ocupa espaços públicos da cidade com um ensaio aberto e duas apresentações gratuitas.

O espetáculo constrói uma dramaturgia entre análise crítica e narrativa ficcional, utilizando leituras históricas, textos líricos, dramáticos e musicais. “É uma imersão crítica e poética sobre o período da censura e repressão, desde o início da colonização até os dias atuais, a partir do resgate de textos vetados”, explica Natália Brescancini, artista visual e assistente de direção.

A criação coletiva tem dramaturgia própria e músicas originais, fruto de pesquisa sobre a censura que revelou obras proibidas como “Reportagem de um Tempo Mau” , de Plínio Marcos, ainda desconhecida do público.

Confira a programação

  • 27 de março (19h) – Ensaio aberto na Futrica Economia Criativa (Rua XV de Novembro, 146, Centro). Entrada gratuita.
  • 4 de abril (21h) – Apresentação na Ocupação Palestina Livre Menino Ryan Vive (Rua João Pessoa, 497, Centro). Gratuita, com retirada de ingresso por formulário online. Haverá arrecadação de alimentos e produtos de limpeza para as famílias da ocupação.
  • 9 de maio (21h) – Apresentação na Vila do Teatro (Praça dos Andradas, 35, Centro). Entrada gratuita, sem necessidade de reserva.

“Queremos levar a linguagem artística para espaços não convencionais, mais próximos do público. Essa proximidade nos move e retroalimenta a própria apresentação”, conclui Natália.