Superando veículos flex, híbridos e movidos a combustíveis tradicionais, os carros elétricos seminovos passaram a apresentar revenda rápida no mercado automobilístico brasileiro. O dado faz parte de um levantamento divulgado pelo portal especializado Mundo do Automóvel para PCD, que analisou o tempo médio de permanência dos veículos nos estoques de revendedores.
Do mesmo modo, o estudo utiliza o indicador Market Day Supply (MDS), métrica responsável por estimar o período em que um veículo permanece disponível nas lojas até ser vendido. Nesse contexto, quanto menor o número de dias, maior a liquidez do modelo.
O levantamento também aponta que, em janeiro de 2026, os veículos 100% elétricos registraram o MDS médio de 47 dias, sendo este o menor dentre todas as categorias analisadas.
Tempo médio de revenda por tipo de motor
A pesquisa indica que, apesar de ainda representarem uma pequena parcela da frota nacional, os elétricos estão ganhando espaço no mercado de seminovos. Confira os resultados na lista abaixo:
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Elétricos: 47 dias
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Flex: 53 dias
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Híbridos plenos (HEV): 54 dias
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Híbridos plug-in (PHEV): 60 dias
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Diesel: 63 dias
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Gasolina: 66 dias
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Híbridos leves (MHEV): 79 dias
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Aceleração de vendas
Uma das principais razões para a revenda acelerada dos elétricos consiste na menor disponibilidade desses veículos no mercado de usados.
Ao contrário dos modelos a combustão ou flex, esses automóveis ainda são pouco presentes em frotas de locadoras, responsáveis por renovar seus veículos com frequência e abastecem o mercado de seminovos. Em consequência da escassez de unidades, a oferta permanece limitada.
Além disso, a procura crescente por modelos elétricos de entrada é um fator que impulsiona a liquidez. Por exemplo, motoristas de aplicativo têm buscado esses veículos como forma de reduzir gastos operacionais.
Os carros elétricos costumam ter menor custo de manutenção e menor gasto por quilômetro rodado, em razão de aspectos como a não utilização de combustíveis líquidos e a insuficiência de componentes mecânicos sujeitos a desgaste.
Modelos com maior liquidez
Dentre os modelos analisados no estudo, três destes se destacaram por apresentarem velocidade de revenda no mercado de usados:
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BYD Dolphin: MDS de 17 dias
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BYD Dolphin Mini: MDS de 18,4 dias
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BYD Song Pro (PHEV): MDS de 27,2 dias
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Resistência nas revendas
Apesar da performance adequada dos modelos, o estudo indica que, ainda assim, elétricos de luxo podem apresentar revenda desacelerada.
Os automóveis de alto valor tendem a ficar mais tempo nos estoques, sofrendo desvalorização em consequência. As possíveis razões englobam preços elevados, infraestruturas inacabadas de recarga, bem como custos de reparo.
Bom desempenho do mercado
A performance dos elétricos ocorre no período de forte aquecimento do mercado de seminovos e usados no país.
Conforme dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o Brasil registrou aproximadamente 18.508.929 veículos usados comercializados em 2025, o maior volume desde o início da série histórica da entidade, iniciada em 2011.
O número representa crescimento de 17,3% em relação a 2024. Portanto, a tendência também favorece a rápida revenda de modelos elétricos mais acessíveis.
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*O texto contém informações dos portais Terra e Fenauto
