Brasil facilita entrada de turistas, mas outros países ainda mantêm exigência de vacina

Apesar disso, o Ministério da Saúde orienta a atualização vacinal contra febre amarela, sarampo e pólio antes de viajar; veja mais detalhes

A duração de proteção da vacina é de aproximadamente um ano, dependendo da resposta imunológica individual

A duração de proteção da vacina é de aproximadamente um ano, dependendo da resposta imunológica individual | Divulgação/Prefeitura de SP

Muita gente não sabe, mas o Brasil não exige comprovante de vacinação para a entrada de viajantes estrangeiros no país. Ainda assim, o Ministério da Saúde recomenda que os turistas atualizem o calendário vacinal antes da viagem, seguindo as orientações do país de origem ou residência.

Entre as vacinas indicadas estão as de febre amarela, poliomielite, sarampo, rubéola, difteria e tétano. A recomendação visa reduzir o risco de transmissão de doenças e proteger viajantes durante a estadia no país.

Segundo orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacinação contra febre amarela não é obrigatória para entrar no Brasil, mas é indicada para viajantes brasileiros e estrangeiros ao menos dez dias antes da viagem, período necessário para que o organismo desenvolva proteção.

Detalhes da doença

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus transmitido por mosquitos. A transmissão ocorre por meio da picada de insetos infectados e não existe contágio direto entre pessoas. A enfermidade pode apresentar quadros graves e tem potencial de disseminação em áreas urbanas com presença do mosquito transmissor.

A vacina é contraindicada para alguns grupos, como crianças com menos de seis meses, idosos com mais de 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam bebês de até seis meses, pacientes em tratamento oncológico e pessoas com imunossupressão. Em situações de surto ou viagem para áreas de risco, a vacinação deve ser avaliada por um médico.

Fim das exigências relacionadas à Covid-19

Apesar do forte apelo nos últimos anos, as autoridades sanitárias brasileiras deixaram de exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou apresentação de teste negativo para entrada no país. A decisão foi comunicada pela Anvisa a companhias aéreas e operadores aeroportuários.

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Orientações para brasileiros

Para brasileiros que planejam viagens internacionais, a recomendação é verificar previamente as exigências sanitárias do país de destino. Alguns países ainda exigem comprovação de vacinação contra febre amarela, conforme regras do Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesses casos, pode ser necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento emitido pela Anvisa que comprova a imunização exigida por autoridades migratórias.

O Ministério da Saúde orienta que a vacina contra febre amarela seja tomada pelo menos dez dias antes do embarque para que a dose seja considerada válida. Já a atualização da vacina contra poliomielite deve ser feita cerca de quatro semanas antes da viagem para países com circulação do vírus.

Também é recomendado verificar a proteção contra sarampo, rubéola, difteria e tétano, doenças que ainda registram surtos em diversas regiões do mundo.

O governo federal mantém ainda o portal “Saúde do Viajante”, com orientações sobre cuidados antes, durante e após viagens internacionais, tanto para brasileiros no exterior quanto para estrangeiros que visitam o Brasil.