Caças, drones e guerra digital: Entenda a megaoperação militar que mobiliza Santa Maria

A prática funciona como uma simulação de cenário de crise, envolvendo recursos como aeronaves e drones, entre outros

Militares participam de simulações que integram diferentes plataformas aéreas, terrestres e digitais para ampliar a capacidade de resposta da Força Aérea Brasileira

Militares participam de simulações que integram diferentes plataformas aéreas, terrestres e digitais para ampliar a capacidade de resposta da Força Aérea Brasileira | Unsplash/Niamat Ullah

No Rio Grande do Sul, cerca de 300 militares participam de treinamentos da Força Aérea Brasileira (FAB) realizados na Base Aérea de Santa Maria. A prática, denominada oficialmente “Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento”, começou na última segunda-feira (2) e se estenderá até o dia 16 de março.

O exercício não é motivado por um conflito específico. No entanto, analisa o contexto global, considerando a velocidade com que as guerras evoluem. Desse modo, o treinamento serve como preparação para as forças nacionais, oferecendo novas táticas e meios de ataque ou defesa.

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Objetivo da atividade

Segundo um artigo oficial divulgado pela FAB o treinamento consolida a integração de diferentes sistemas das Forças Armadas. O gerente do exercício, Tenente-Coronel Aviador Marcio Rassy Teixeira, menciona que o procedimento é fundamental para o melhor desempenho da equipe:

“Esse processo é essencial para que a Força Aérea esteja pronta para o emprego operacional, com informações qualificadas que apoiem a tomada de decisão durante as missões.”

A ambientação consiste na simulação de um conflito em um cenário multidomínio. Esse termo refere-se a uma operação que engloba diferentes esferas, como os espaços terrestre, aéreo e digital.

As ações militares são divididas em duas fases:

  • Fase I (Cenário de Paz): Concentra-se na obtenção de dados e informações por intermédio de plataformas aéreas e atuação especializada.

  • Fase II (Cenário de Conflito): Durante seis dias (de 9 a 16 de março), o foco passa a ser a Supressão de Defesa Aérea Inimiga (SEAD) — operações que visam neutralizar, destruir ou cegar radares e sistemas de mísseis. Simultaneamente, exige-se o reconhecimento tático e a obtenção de dados além da “Linha de Contato”.

Dentre as aeronaves utilizadas, estão os modelos estratégicos da FAB (caças A-1M e A-29 Super Tucano), além de plataformas de vigilância, coordenação e inteligência, como o E-99M e o R-99.

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*O texto contém informações dos portais Click Petróleo e Gás e FAB