Atriz revela internação por acatisia e acende alerta sobre efeito raro de antidepressivos

Condição provoca inquietação intensa e pode surgir após uso ou ajuste de medicamentos; especialistas explicam sintomas e tratamento

Acatisia é caracterizada por uma sensação profunda de inquietação interna acompanhada de necessidade quase incontrolável de se movimentar

Acatisia é caracterizada por uma sensação profunda de inquietação interna acompanhada de necessidade quase incontrolável de se movimentar | Reprodução/Redes Sociais

A atriz e apresentadora Mônica Iozzi revelou que ficou internada por uma semana para tratar um quadro de acatisia, reação adversa associada a medicamentos psiquiátricos.

Em relato nas redes sociais, ela descreveu a condição como uma resposta inesperada do corpo ao remédio, marcada por intensa agitação física e desconforto psicológico.

O caso trouxe visibilidade a um efeito colateral conhecido na prática clínica, mas ainda pouco compreendido pelo público.

Veja o vídeo da atriz explicando o que aconteceu com ela e porque precisou ser internada:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O que é acatisia e por que ela acontece

A acatisia é caracterizada por uma sensação profunda de inquietação interna acompanhada de necessidade quase incontrolável de se movimentar. Pacientes relatam incapacidade de permanecer parados, angústia intensa e, em alguns casos, desespero.

O quadro costuma estar ligado ao uso de antipsicóticos e antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), como fluoxetina e escitalopram, prescritos no tratamento de depressão, ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo.

Do ponto de vista biológico, a explicação mais aceita envolve alterações nos sistemas de dopamina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pela regulação do movimento e das emoções. O desequilíbrio pode desencadear a resposta motora e psíquica que caracteriza a condição.

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Quando o risco é maior

A acatisia é mais comum no início do tratamento ou durante ajustes de dose. Também pode ocorrer quando há aumento recente da medicação. Entre os fatores de risco apontados por estudos estão idade avançada e histórico de transtornos psiquiátricos.

Um dos principais desafios é o diagnóstico. Como os sintomas incluem agitação e angústia, há risco de confusão com piora do quadro psiquiátrico original. Isso pode levar ao aumento da dose do medicamento, agravando ainda mais a reação.

Após identificação correta, o tratamento varia conforme a gravidade e o medicamento envolvido. Pode incluir redução da dose, substituição da medicação ou uso de fármacos específicos para controlar os sintomas, como benzodiazepínicos ou beta-bloqueadores.

Especialistas reforçam que qualquer alteração deve ser feita sob orientação médica. Interromper ou ajustar medicamentos por conta própria pode trazer riscos significativos.