Por que jaqueta de Dinho, do Mamonas Assassinas, foi encontrada intacta após 30 anos?

A peça usada no sepultamento do vocalista surpreendeu família durante exumação; especialistas apontam que tecidos sintéticos podem levar séculos para se decompor

A jaqueta usada no sepultamento do vocalista Dinho foi encontrada em um estado de preservação

A jaqueta usada no sepultamento do vocalista Dinho foi encontrada em um estado de preservação | Reprodução

Três décadas após o acidente que interrompeu a trajetória do Mamonas Assassinas, um detalhe inesperado chamou atenção durante a exumação realizada em Guarulhos: a jaqueta usada no sepultamento de Dinho foi encontrada em estado de conservação considerado impressionante pela família.

A abertura do túmulo faz parte do processo que antecede a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, espaço que reunirá as cinzas dos músicos após a cremação. Foi nesse momento que surgiu a surpresa.

Segundo Jorge Santana, primo do cantor e responsável pela marca do grupo, a peça aparentava estar praticamente intacta. “Parecia que tinha sido colocada ontem. Foi o momento mais impactante de tudo”, relatou ao portal Metrópoles.

A família decidiu preservar a jaqueta. Como não estava aderida aos restos mortais e apresentava bom estado, a peça passará por tratamento especializado e deverá integrar o acervo oficial do memorial.

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O que pode explicar a preservação?

Embora o caso cause estranhamento, há explicações possíveis. Um dos principais fatores pode ser o tipo de tecido. Jaquetas produzidas com fibras sintéticas, como poliéster, nylon ou misturas com elastano, têm alta resistência à degradação.

Diferentemente de fibras naturais, esses materiais são derivados do petróleo e não são biodegradáveis. Em condições ambientais comuns, podem levar de 100 a 400 anos para se decompor.

Além disso, o ambiente interno de um caixão tende a ter pouca exposição à luz, circulação limitada de oxigênio e variações específicas de umidade, fatores que podem retardar significativamente o desgaste do tecido.

O episódio reacende a memória do grupo que marcou os anos 1990 com irreverência e sucesso meteórico. A jaqueta agora ganha novo significado: deixa de ser apenas uma peça de roupa para se tornar parte concreta da preservação da história dos “Brasília Amarela” mais famosos do país.