Os casos de crimes contra jovens estão cada vez mais comuns. Neste último domingo (22), a condenação do influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, se tornou pública, visto que ambos estavam envolvidos na produção de conteúdo sexual com a participação de menores de idade.
Considerando casos de extrema seriedade que, muitas vezes, prejudicam vidas, a presença e controle parental se tornou um fator imprenscindível não apenas à segurança digital do público jovem, mas, simultaneamente, de modo a averiguar o conteúdo consumido pela internet, analisando se este é próprio ou não.
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Segundo um artigo do Departamento para Ciência, Inovação e Tecnologia (DSIT) do Governo da Inglaterra, o controle e educação midiática devem começar desde cedo, conscientizando crianças que, durante a navegação na internet, há conteúdos impróprios ao consumo.
Caso a conscientização não seja realizada, as consequências podem ser vastas, prejudicando até mesmo o desenvolvimento cognitivo da criança ou, em casos mais graves, colocando-a em riscos por interações com desconhecidos ou pessoas mal intencionadas. Abaixo, entenda os riscos do uso digital e atitudes parentais importantes à segurança infantil na internet.
Riscos à criança
Ainda segundo o estudo inglês, os perigos do uso descontrolado da mídia digital entre crianças não se estendem apenas ao contato com desconhecidos. Do mesmo modo, outros riscos incluem exposição a conteúdos agressivos, cyberbullying (bullying digital), golpes on-line, violação de privacidade e consumo de desinformação ou fake news.
Em adição, dependendo do conteúdo digital consumido pelo jovem, isso pode impactar negativamente até mesmo fatores de desenvolvimento emocional e cognitivo. Segundo um artigo da Associação Americana de Educação Midiática (NAMLE), a mídia impacta o público infantil de diferentes formas, incluindo nas maneiras de interação com outras pessoas, realização de atividades acadêmicas, entre outras. De forma geral, tudo isso afeta a forma com que eles vivem e veem o mundo, positiva ou negativamente.
O Diário fez, inclusive, uma matéria explicando como a utilização excessiva de dispositivos eletrônicos pode prejudicar crianças. Para acessá-la, basta clicar aqui.
Controle parental
De acordo com o artigo britânico, a presença parental é essencial não apenas à prevenção de riscos, mas, simultaneamente, à imposição de limites saudáveis na utilização de plataformas digitais. Esses controles podem ser físicos ou tecnológicos:
- Controle físico: Ocorre quando o controle responsável remove o dispositivo fisicamente ou à força;
- Exemplo – Uso de celulares permitido apenas durante um certo período de tempo (14h às 18h).
- Controle tecnológico: É realizado quando o responsável impõe limites de utilização por meio de aplicativos ou senhas.
- Exemplo – Recursos como o Family Link, do Google, definem limites claros de horários à utilização de dispositivos eletrônicos. Após isso, eles estarão impossibilitados de utilizar as plataformas.
Os aspectos incluídos no controle tecnológico, em específico, também constam nos seguintes:
- Restrição de aplicativos baixados / Necessidade de aprovação antes do download: Com isso, os responsáveis conseguem averiguar quais aplicativos são constatemente utilizados, evitando que a criança se exponha a conteúdos impróprios;
- Revisão de solicitação de amizades: Esse fator não apenas impede que o jovem converse com usuários mal intencionados, mas, simultaneamente, evita perigos como cyberbullying;
- Controle do Wi-Fi: Restringe o uso digital e acessibilidade, evitando riscos.
Além das restrições tecnológicas e físicas, a comunicação clara, responsável e bons exemplos também são fundamentais à educação midiática infantil, mostrando o que se deve e o que não se deve fazer digitalmente.
*O texto contém informações dos portais GOV.UK, G1, NAMLE e Oxford Academic
