Tânia Maria trata saúde pulmonar para representar o Cinema Nacional no Oscar 2026

Aos 79 anos e sob cuidados médicos, Tânia Maria busca autorização para representar o Brasil em Los Angeles

Atriz Tânia Maria interpreta a personagem Dona Sebastiana em 'O Agente Secreto'

Atriz Tânia Maria interpreta a personagem Dona Sebastiana em 'O Agente Secreto' | Vitrine Filmes/Divulgação

A atriz Tânia Maria, de 79 anos, está passando por avaliações médicas para tornar possível sua viagem para acompanhar a cerimônia do Oscar, no dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Ela ficou conhecida por “roubar a cena” como a personagem Dona Sebastiana no longa “O Agente Secreto”, que foi indicado a quatro categorias da premiação e é o favorito como Melhor Filme Estrangeiro.

Leia também: De olho no Oscar: Netflix confirma chegada de ‘O Agente Secreto’ ao catálogo do serviço

O que aconteceu?

Tânia parou de fumar após 65 anos de vício, mas acabou desenvolvendo Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que apresenta sintomas como tosse, pigarro e falta de ar.

Como o tempo de voo do Brasil para os Estados Unidos costuma chegar a 15 horas, durante o trajeto pode haver diminuição da pressão, da temperatura e da concentração de oxigênio dentro da cabine, o que exige cuidados redobrados.

Diante do tratamento, a pneumologista Zaida Cavalcanti, responsável pelo acompanhamento da atriz, publicou uma foto ao lado dela e divulgou a seguinte legenda: “Ex-tabagista, com muitos anos de exposição ao cigarro, ela me procurou para investigar e tratar a DPOC”.

Entretanto, a resposta se Tânia Maria vai estar presente no Oscar 2026 dependerá dos resultados dos exames médicos, que estão previstos para serem divulgados nas próximas semanas.

Sobre ‘O Agente Secreto’

O longa-metragem, um thriller político ambientado em 1977 durante o regime militar no Brasil, acompanha a história de Marcelo (Wagner Moura), um cientista que retorna a Recife, sua cidade natal, e se vê perseguido por agentes da repressão.

O Diário do Litoral disponibilzou a crítica do filme na coluna do Engenharia do Cinema.