O Aeroporto Internacional do Galeão está prestes a viver um momento histórico. No dia 30 de março, na sede da B3 em São Paulo, o terminal carioca será o palco de uma mudança definitiva: a saída total do Estado da sua gestão.
Com um lance mínimo de R$ 932 milhões pagos à vista, o certame atrai gigantes do setor e promete redesenhar a infraestrutura aeroportuária do Brasil.
O fim da era Infraero no Rio de Janeiro
Atualmente, o controle do Galeão é híbrido: a Changi Airports (Singapura) detém 51%, enquanto a estatal Infraero mantém 49%. O novo leilão mudará essa configuração para 100% de controle privado.
O que isso significa? Maior autonomia para decisões estratégicas, comerciais e operacionais, sem as amarras burocráticas da participação estatal.
Por que o mercado está de olho no Galeão?
Seis empresas já demonstraram interesse no ativo. Embora o valor de entrada seja alto, o potencial de retorno justifica a disputa:
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Movimentação atual: 17,5 milhões de passageiros/ano.
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Meta de crescimento: Capacidade para atingir 20 milhões de passageiros em curto prazo.
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Conectividade: Foco total na ampliação da malha internacional, que hoje representa 5,6 milhões de passageiros.
Modelo de Concessão: A União ainda lucra?
Sim. Mesmo sem gerir o aeroporto, o governo federal garantiu uma fonte de receita contínua. A empresa vencedora deverá repassar 20% do faturamento bruto anual à União até 2039.
O processo agora passa pelo crivo final do TCU (Tribunal de Contas da União) para garantir transparência e segurança jurídica aos investidores.
O que esperar do ‘Novo Galeão’?
A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a gestão 100% privada transforme o terminal em um hub ainda mais competitivo na América Latina. Para o passageiro, isso se traduz em mais investimentos em tecnologia, infraestrutura e novas rotas internacionais.
