O rapper carioca Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, não deve se entregar à Justiça nos próximos dias, após ter sua prisão decretada novamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação foi confirmada pela defesa do artista à Band.
A ordem de prisão partiu do ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, que nesta quarta-feira (4) rejeitou um recurso em habeas corpus impetrado pelos advogados do músico. Com a decisão, ficou sem efeito a liminar que permitia que Oruam cumprisse medidas cautelares em liberdade, inicialmente a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Na terça-feira (3), um dia antes da decisão do STJ, agentes da Polícia Civil já haviam cumprido mandados de busca em endereços ligados ao rapper, incluindo sua casa no bairro da Freguesia, na Zona Oeste do Rio. Como não o encontraram, Oruam passou a ser oficialmente considerado foragido.
Descumprimento repetido das regras
A prisão foi decretada após a Justiça constatar o descumprimento sistemático das condições impostas. A juíza Tula Melo, responsável pelo processo, relatou uma série de violações, como:
- Falhas frequentes no monitoramento da tornozeleira eletrônica.
- Deslocamentos não autorizados durante a madrugada, período em que deveria estar em recolhimento domiciliar.
- Longos intervalos sem sinal emitido pelo dispositivo.
A defesa alega que os problemas seriam decorrentes de uma falha técnica, afirmando que a tornozeleira “não carregava adequadamente”. No entanto, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) informou à Justiça que o equipamento funcionava perfeitamente e não apresentava defeitos.
Oruam responde a um processo no qual foi indiciado por sete crimes. Com a decisão do STJ, a ordem de prisão está em vigor e as autoridades policiais devem intensificar a busca pelo artista.
