Vozes que não se calam: jingle emocionante marca 7 anos da tragédia de Brumadinho

A canção composta por artistas mineiros marca o aniversário da tragédia-crime e integra as ações de memória conduzidas pela AVABRUM

Completa sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais

Completa sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais | Isis Medeiros/Avabrum

No marco de sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (AVABRUM) lançou um jingle autoral em tributo às 272 vidas perdidas, carinhosamente chamadas de “joias” pelas famílias.

A obra, composta por Marcílio Soares e Sérgio Moreira, busca transformar o luto em uma expressão de memória coletiva, reafirmando que a maior tragédia-crime socioambiental do Brasil não pode ser esquecida.

Com uma melodia sensível, a canção foi produzida sem o uso de inteligência artificial, uma escolha ética dos artistas para garantir a dimensão humana da homenagem.

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Segundo a associação, a música atua como uma ferramenta de mobilização que ajuda a sensibilizar a sociedade sobre a dor que ainda persiste. “Esse jingle é um abraço em cada uma das nossas joias e uma forma de dizer que elas seguem presentes na nossa memória e na nossa luta”, destaca Nayara Porto, presidente da AVABRUM.

O lançamento faz parte de uma série de ações realizadas ao longo deste mês de janeiro para cobrar a responsabilização dos envolvidos e manter viva a luta das famílias. Para Nayara, a arte alcança espaços onde o discurso comum muitas vezes falha. 

“A música ajuda a tocar onde muitas vezes as palavras não alcançam e reafirma que seguimos exigindo justiça”, conclui. A faixa não possui fins comerciais e está disponível para audição nas plataformas da associação.

Escute o jingle abaixo.