Cientistas brasileiros anunciam inovação que promete o fim do pum após comer feijão

A técnica de edição genética desenvolvida pela Embrapa remove os carboidratos que provocam inchaço abdominal sem alterar o sabor ou os nutrientes do grão

Alguns compostos do feijão fermentam no intestino, o que acaba provocando gases

Alguns compostos do feijão fermentam no intestino, o que acaba provocando gases | Freepik

O tradicional feijão com arroz está prestes a passar pela maior revolução tecnológica da sua história no Brasil. Pesquisadores da Embrapa estão utilizando a técnica de edição genética CRISPR para solucionar um problema que afeta milhões de consumidores que sofrem com gases e desconforto digestivo após as refeições.

A inovação foca na desativação dos genes responsáveis pela produção dos oligossacarídeos que são carboidratos que o corpo humano não consegue digerir e que acabam fermentando no intestino grosso.

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A nova variedade de feijão promete mudar radicalmente a rotina nas cozinhas brasileiras pois a redução desses compostos elimina a necessidade de deixar o grão de remolho por longos períodos.

Além de facilitar a digestão e combater o inchaço, essa nova técnica preserva integralmente o valor nutricional o ferro e as proteínas do alimento.

Embora a tecnologia já apresente resultados promissores em laboratório o novo feijão passará por etapas rigorosas de testes comerciais e regulatórios antes de chegar às prateleiras dos supermercados nos próximos anos.